A Secretaria Municipal de Finanças de Ibiporã emitiu recentemente um alerta urgente sobre mensagens fraudulentas que circulam no WhatsApp. Criminosos fingem cobrar a Taxa de Licenciamento para enganar comerciantes locais e cidadãos.
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Para dar veracidade à fraude, os golpistas utilizam dados reais das empresas, como o CNPJ. Eles alegam pendências financeiras e ameaçam aplicar multas pesadas caso o contribuinte não acesse o link enviado.
Golpes baseados em falsas cobranças públicas utilizam técnicas de engenharia social, onde os criminosos usam dados reais obtidos ilicitamente para gerar urgência e medo nas vítimas. Especialistas em segurança digital e órgãos de defesa do consumidor apontam que a prevenção exige atenção redobrada aos canais oficiais de comunicação.
Como se proteger de golpes dessa natureza
A recomendação oficial da Prefeitura é jamais clicar em links suspeitos, efetuar pagamentos ou fornecer dados pessoais. O órgão reforça que não utiliza intermediários para esse tipo de cobrança digital.
Caso haja dúvidas, o contribuinte deve ligar para o canal oficial verificado no número (43) 3178-8530. O atendimento presencial ocorre no setor de Tributação, localizado na Avenida dos Estudantes, 336, das 8h às 15h.
Abaixo estão mais orientações de segurança:
- Validação da Fonte Emissora: Órgãos municipais e secretarias utilizam domínios e canais específicos e auditáveis. Nunca utilize telefones ou links enviados na própria mensagem suspeita para fazer a validação;
- Conferência do Beneficiário Final: Antes de confirmar qualquer pagamento via Pix ou boleto, analise o nome e o CNPJ do receptor na tela de confirmação do banco. Se o favorecido for uma pessoa física ou empresa desconhecida, a operação deve ser cancelada imediatamente;
Atenção aos Detalhes Formais: Erros na grafia de secretarias, brasões antigos ou ausência de dados contratuais explícitos no documento são indícios clássicos de fraude.
O que fazer caso seja vítima
Caso o pagamento tenha sido efetuado ou dados críticos tenham sido expostos, especialistas recomendam agir com extrema rapidez para mitigar os danos:
1. Acionamento do Mecanismo Especial de Devolução (MED): Se a transferência ocorreu via Pix, a vítima deve entrar em contato imediato com o seu banco para registrar a fraude. O MED bloqueia temporariamente o valor na conta de destino para análise de segurança.
2. Preservação de Evidências e Registro Policial: Capture imagens de todas as interações, números de telefone envolvidos, links e comprovantes bancários. O Boletim de Ocorrência (B.O.) deve ser lavrado online ou em delegacias especializadas em crimes cibernéticos para caracterizar o estelionato.
3. Contestação e Vias Legais: Se a fraude envolveu falhas de segurança do sistema bancário (como a abertura de contas com documentos falsos por parte dos criminosos), o Código de Defesa do Consumidor prevê a responsabilidade objetiva das instituições financeiras, permitindo pedidos de ressarcimento por vias administrativas ou judiciais.