O auditor fiscal Orlando Aranda, suspeito de participar do esquema de corrupção descoberto dentro da Receita Estadual, em Londrina, se entregou no final da manhã desta terça-feira (20).
Na sexta (16), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) revogou habeas corpus concedido a ele em maio. O auditor também é suspeito de integrar o mega esquema de exploração sexual de adolescentes que veio à tona na cidade em março deste ano.
Segundo o advogado Walter Bittar, que defende o auditor, o suspeito foi encaminhado para a unidade um da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL 1). Ele espera pela publicação da revogação do habeas corpus por parte do STJ para tomar providências. "Devo apresentar um novo pedido de soltura ou no próprio STJ ou no Supremo Tribunal Federal", adiantou o defensor em entrevista ao Bonde nesta terça.
Ele também definiu a decisão que culminou na prisão de Aranda como "política". "O próprio Ministério Público já havia se manifestado dizendo que a prisão não era mais necessária. A detenção se mostra, claramente, como uma antecipação de pena", argumentou.
Aranda é citado no nono inquérito do Grupo de Atuação Especial e Combate ao Crime Organizado (Gaeco) referente ao mega esquema de exploração sexual de menores, acusado de manter relações com pelo menos seis adolescentes. Ele teria contratado programa sexual com uma menina de 13 anos em 2002. Além disso, o suspeito está entre os auditores investigados na Operação Publicano, por supostamente favorecer a sonegação fiscal na Receita Estadual em troca de propina. O acusado já havia ficado preso entre 3 de março e 21 de maio deste ano.
O MP acredita que a decisão do STJ pode fazer com que outros auditores, denunciados na primeira fase da Operação Publicano, também voltem para a cadeia.