De tempos em tempos surge algum novo brinquedo que vira febre entre crianças e adolescentes. E, não raras as vezes, ideias antigas são relançadas com nova roupagem. O último brinquedo do momento é o fidget spinner ou hand spinner, uma peça (geralmente de plástico) com três pontas para ser girada entre os dedos conforme a energia impulsionada. Pode ser usada individualmente ou para competições em grupo. O preço baixo, não mais que R$ 10, atrai um número ainda maior de crianças que, nas ruas e nas escolas, não param de manusear o brinquedo. Se pais e professores dividem-se entre os malefícios e benefícios ao invento, esta nova onda suscita discussões sobre a importância do brincar e como brincar.
Desde que apareceu, o fidget spinner tem sido anunciado como um brinquedo que auxilia crianças inquietas ou com dificuldade de concentração, pois seu uso agiria na liberação de energia nervosa com propriedades terapêuticas e antiestresse. Apesar de não haver um consenso, sobretudo por não haver evidências científicas sobre ele, o uso de brinquedos chamados pedagógicos têm ganhado destaque na infância. "Geralmente, a este tipo de brinquedo, atribui-se um valor educativo, em que há a intenção de estimular e exercitar a aprendizagem de habilidades sociais, cognitivas, afetivas e psicomotoras", resume a pedagoga Raquel Maria Biral Faconti, Mestre em Educação e Especialista em Psicopedagogia, responsável pela análise de jogos e brinquedos da Loja Ciranda Virtual.
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