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Ritmo de tartaruga

Com dificuldades financeiras, empresa atrasa duplicação de avenida em Londrina

Guilherme Batista - Redação Bonde
01 jul 2015 às 16:09

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Gustavo Carneiro/Equipe Folha
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As obras de duplicação da avenida Castelo Branco, na zona oeste de Londrina, seguem em ritmo de tartaruga. A empresa responsável pelo procedimento, Gaissler Moreira Engenharia Civil Ltda, estaria com dificuldades financeiras, como destacou o secretário municipal de Obras, Walmir Matos. "Eles prestam serviços para o Estado, e todos nós sabemos que o governo enfrenta problemas graves de caixa. A empresa não recebe de um lado e acaba prejudicando a nossa obra, que está sendo paga em dia", destacou em entrevista ao Bonde nesta quarta-feira (1º). A duplicação, prevista para ser entregue neste ano, segue com a conclusão incerta por conta do impasse.

Ele garantiu que o município tem mantido uma ação permanente de diálogo com os responsáveis pela terceirizada. "O contrato já passou por alguns ajustes, mas não adiantou nada. Eles continuam atrasando as obras com a alegação de que o processo precisa de novos aditivos por conta de alguns procedimentos extras", contou. Segundo Matos, a empresa estaria alegando, também, que o preço da massa asfáltica usada durante a obra aumentou consideravelmente nos últimos meses, e que o repasse mensal feito pela prefeitura não é mais suficiente.


As obras estão sendo feitas com R$ 3,6 milhões do programa Paraná Cidades, do Governo do Estado. A empresa deveria duplicar trecho da avenida Castelo Branco localizado entre a rua Foz do Iguaçu e a rotatória da avenida Aniceto Espiga, que dá acesso à PR-445 e ao campus da Universidade Estadual de Londrina (UEL). No trecho, será preciso construir duas pontes novas.


Conforme o secretário de Obras, o serviço atual da terceirizada consiste em, apenas, colocar concreto nas cabeceiras de uma das pontes. Ele garantiu, ainda, que a empresa já foi notificada e penalizada por conta do atraso, e que o gestor do contrato analisa a possibilidade de rescindi-lo caso os problemas continuem. "Temos que obedecer um ritual previsto em lei e dar todas as chances possíveis para a terceirizada regularizar os serviços. Só vamos passar a considerar a rescisão do contrato após esgotarmos as possibilidades previstas em âmbito administrativo", concluiu.

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O Bonde também tentou contato com representantes da construtora, mas não obteve resposta até o fechamento desta reportagem.


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