A Defesa Civil isolou, na última segunda-feira (4), a cratera existente na região da nascente do Ribeirão Quati, no jardim Santa Rita (zona Oeste). A decisão foi tomada durante reunião realizada na sexta-feira passada (1º) na Câmara de Vereadores, com a participação de representantes da Defesa Civil, Sanepar, Ministério Público, Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) e órgãos ligados ao meio ambiente.
O repórter Paulo Monteiro, do jornal NossoDia, conversou com Eurico Domingues, que mora na região há mais de 40 anos. Sua casa fica a pouquíssimos metros da cratera e ele já escapou por pouco de cair no buraco com seu carro.
O rompimento de três redes de galerias pluviais, anos atrás, deu início à erosão, que vem se agravando. De acordo com cálculo da Secretaria Municipal de Obras, a depressão hoje tem cerca de 12 metros de profundidade por 30 metros de largura.
Na reunião foram definidas medidas emergenciais para tentar resolver o problema. A liberação de uma via alternativa de acesso à família que reside a poucos metros da cratera e a abertura de uma trilha na mata ciliar para levantamento topográfico da área são outras providências que deverão ser tomadas nos próximos dias. "A qualquer momento as margens podem ceder, aumentando ainda mais a área tomada pela erosão. Em caso de chuva os riscos serão potencializados", alertou o engenheiro civil Eduardo Ilnicki, da Diretoria de Loteamentos da Secretaria de Obras.
Os passos seguintes, segundo Ilnicki, serão a elaboração de um projeto técnico prevendo a recuperação das galerias, o aterramento da cratera e, a longo prazo, a recuperação da área. O engenheiro explicou que não se trata de uma situação simples de resolver em função da presença de grande número de redes de esgoto. Antes de qualquer providência, estas redes devem ser mapeadas para que não haja risco de contaminação do ribeirão.
Uma nova reunião já foi agendada para o próximo dia 15, na Câmara, para discutir os encaminhamentos feitos.