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Em Londrina

Estudo confirma local do novo aterro da cidade

Redação - Folha de Londrina
07 jul 2003 às 18:23
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A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) confirmou nesta segunda-feira o terreno próximo à Colônia Coroados (cerca de 15 km do centro, na zona sul) como o local previsto para construção do novo aterro sanitário de Londrina. A decisão foi tomada com base em relatório de impacto ambiental produzido pela Ambienge Engenheria, empresa de Curitiba contratada pela prefeitura.

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Segundo o estudo, de autoria do engenheiro Fernando Salino Cortes, das três áreas avaliadas no final - 28 foram indicadas inicialmente -,o terreno de 25 alqueires da Colônia Coroados reúne melhores condições para implantação do aterro. A facilidade de acesso e distância (a entrada é pela PR-445), as condições e espessura do solo e a pequena quantidade de residências em um raio de 500 metros foram alguns dos pontos destacados no relatório.

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Contudo, caso seja realmente construído, visto que o processo precisa do aval do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) e vai passar ainda por audiência pública, o aterro ficará na vizinhança de pelo menos 200 pessoas. O cálculo é da CMTU. A maioria delas produtores rurais que já vinham se mostrando bastante descontentes com o projeto por conta da desvalorização de suas áreas e de uma possível interferência em suas atividades. A região tem produtores de leite, peixe, hortifrutigranjeiros e cerealistas.


O presidente da CMTU, Wilson Sella, adiantou que a prefeitura está preparada para a resistência e deve negociar compensações para a vizinhança. ''Não posso negar que eles terão prejuízo, portanto, poderemos negociar indenizações, talvez uma estrada, a construção de uma barreira verde, ou auxílio para venda das áreas, ainda vamos definir isso'', disse. Contudo, segundo Sella, caso seja escolhido o projeto mais arrojado do aterro, com tecnologia de redução de emissão de poluentes e produção de energia, os produtores iriam ganhar com a valorização de suas áreas.


Apesar de já ter verba destinada por lei (R$ 5 milhões) e meta de início de funcionamento para daqui a um ano e meio, o projeto do novo aterro é uma sucessão de possibilidades a serem discutidas. O projeto básico contempla aterro sanitário em uma área de 25 alqueires com melhorias no sistema de destinação do lixo reciclável (aumento de 20 para 35% do lixo coletado) e redução de poluentes com vida ativa mínima de 25 anos. Este projeto está orçado em cerca de R$ 1,9 milhão, incluindo aí a desapropriação da área. A CMTU estuda também a possibilidade de implantar uma usina de geração de biogás, ou a utilização de compostagem, entre outros.

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Por conta disso, ainda não há uma definição exata da quantidade da área a ser desapropriada. De acordo com Sella, o terreno em questão tem um único proprietário e área de 80 alqueires. Segundo ele, todas essas questões serão definidas e debatidas na audiência pública. O estudo da Ambienge estará disponível no site da prefeitura.


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