Londrina

Kireeff quer emprestar R$ 210 milhões para duplicar PR-445; pedágio está previsto

20 mar 2015 às 14:34

O prefeito Alexandre Kireeff (PSD) revelou, em entrevista coletiva na manhã desta sexta-feira (20), detalhes das intenções do município com a duplicação de trecho da PR-445 localizado entre Londrina e Mauá da Serra. A prefeitura enviou um ofício de Delegação de Competência ao Governo do Estado pedindo para gerir e executar as obras. De acordo com Kireeff, o Executivo tem a intenção de emprestar cerca de R$ 210 milhões do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) ou do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para executar a duplicação da rodovia. O chefe do Executivo lembrou que a capacidade de endividamento de Londrina ultrapassa o valor de R$ 1 bilhão.

Segundo o prefeito, o município vai tocar as obras em 79 quilômetros de rodovia e pedagiar o trecho duplicado depois para 'recuperar' o dinheiro investido. Questionado sobre qual seria o valor do pedágio, Kireeff sinalizou para uma tarifa de aproximadamente R$ 5, apesar de adiantar que ainda é muito cedo para a realização de cálculos precisos.


No ofício enviado ao Governo do Estado, a prefeitura pede para administrar o trecho da PR-445 localizado entre Londrina e Mauá da Serra por 25 anos. Na avaliação de Kireeff, a prefeitura conseguiria recuperar o dinheiro investido nas obras em doze anos e meio. No período restante de concessão, o poder público municipal utilizaria os recursos recebidos através do pedágio para realizar investimentos em outras áreas, conforme Kireeff.


O prefeito também descartou a possibilidade de firmar uma Parceria Público-Privada (PPP) com uma empresa para a execução das obras. Conforme ele, a prefeitura deve delegar à Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos de Londrina (Arselon), ainda em fase de criação na Câmara de Vereadores, a gestão e a execução da duplicação da rodovia. Só assim, na avaliação de Kireeff, a prefeitura vai conseguir ter a autonomia necessária para administrar a rodovia e monitorar e fiscalizar o andamento dos trabalhos.

O chefe do Executivo preferiu não estipular prazos para a resposta do Governo do Estado em relação às intenções do município. Ele adiantou, entretanto, que espera que as obras de duplicação sejam planejadas e concluídas em até três anos e meio. (com informações da repórter Mie Francine Chiba, da Folha de Londrina)


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