Londrina gera cerca de 800 toneladas de resíduos secos por mês, considerando os mais de 250 mil imóveis do município. Desse total, aproximadamente 70% é reaproveitado por meio da reciclagem, garantindo matéria-prima para novos produtos e renda para cerca de 260 trabalhadores das sete cooperativas que atuam na coleta seletiva.
O principal desafio para ampliar esse percentual é a contaminação dos recicláveis por restos de alimentos e materiais que deveriam ir para o lixo comum, como fraldas, papel higiênico, esponjas de aço e sacos com fezes de animais.
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Segundo as cooperativas, a mistura prejudica tanto o aproveitamento dos materiais quanto as condições de trabalho durante a triagem. “A questão de misturar alimentos atrapalha bastante. Tem lugares da coleta que vem tudo misturado”, alerta a coordenadora da Ecorecin, Raquel Pereira de Oliveira.
A segurança também exige atenção. Vidros quebrados devem ser embalados adequadamente para evitar acidentes. Agulhas e dispositivos usados para aplicação de medicamentos, como as chamadas “canetas emagrecedoras”, não devem ser descartados na coleta seletiva nem no lixo comum. A orientação é levá-los a postos de saúde ou farmácias que recebam esse tipo de material.
De acordo com a CMTU, um novo modelo de coleta seletiva está sendo elaborado em parceria com as cooperativas e o Ministério Público. A previsão é ampliar os dias de coleta e levar o serviço a regiões que ainda não são atendidas a partir do próximo ano.
O que separar: papéis, plásticos, metais, vidros, embalagens Tetra Pak e isopor vão para a coleta seletiva. Restos de alimentos são resíduos orgânicos; fraldas, papel higiênico e guardanapos sujos são rejeitos. Já pilhas, baterias, lâmpadas, materiais hospitalares, tintas e solventes exigem descarte específico.