Londrina

Londrina: 70% dos motociclistas mortos no trânsito provocaram o acidente

14 out 2015 às 15:09

Dos 36 motociclistas que perderam a vida no trânsito de Londrina entre janeiro e setembro desse ano, 25 provocaram o acidente fatal por imprudência, imperícia ou irregularidades. O levantamento foi feito em parceria entre a Delegacia de Trânsito e o setor de estatística da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU).

Segundo a pesquisa, destes 25, oito bateram contra anteparos (muros, postes, árvores e etc); seis desenvolviam velocidade acima do permitido; quatro eram menores de idade, portanto inabilitados; dois empreendiam fuga da Polícia Militar; e outros dois fizeram ultrapassagem perigosa. Dos três restantes, um executou manobra de risco, o segundo apresentou desatenção enquanto dirigia e o último cruzou um sinal vermelho.


Os acidentes dos outros 11 tiveram causas diversas, mas a maior parte foi atingida por um outro veículo, sobretudo carros e caminhões.


Além disso, nove idosos morreram após terem sido atropelados por motociclistas em ruas e avenidas de Londrina.


Placar do Trânsito


Entre janeiro e setembro, 78 pessoas perderam a vida no trânsito londrinense (mesma quantidade registrada até setembro de 2014). A faixa mais afetada da população é de cidadãos entre 31 e 59 anos, com 28 mortes. Depois aparecem os idosos, com 26 óbitos. A faixa entre 18 e 30 anos perdeu 18 pessoas, enquanto seis crianças e adolescentes de 0 a 17 anos morreram.


Clique aqui para conferir os pontos de Londrina que registraram acidentes com vítimas.


Em comparação com semelhante período de 2014, o número de ocorrências caiu de 2.999 para 2.659. A quantidade de vítimas em 2015 também é menor: 3.670 ante 3.144.


Nos oito primeiros meses de 2015, foram aplicadas 16.056 multas de trânsito. Entre as principais infrações estão dirigir sem o cinto de segurança (8.626), dirigir falando ao celular (6.227) e estacionar em desacordo com a regulamentação (5.253).


Para o diretor de trânsito da CMTU, Hémerson Oliveira Pacheco, ainda que a gestão de trânsito desenvolva ações para reduzir os dados, se a população não estiver consciente do seu papel enquanto condutor, tragédias continuarão acontecendo. "Tudo passa pela questão do comportamento do condutor, que na maioria das vezes não tem uma disciplina consciente. Não basta trabalharmos , pintarmos ruas, melhorarmos a sinalização, multar, se o condutor não entender sua responsabilidade e dirigir de forma prudente".

A CMTU promete desenvolver intensificar a fiscalização ao uso da seta, ao uso da viseira por parte dos motociclistas, cinto de segurança, entre outros. "Vamos intesificar os trabalhos direcionados, na tentativa de criar uma cultura autodisciplinar no condutor", afirmou.


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