26/01/21
Vítima de estupro

Londrina e mais de dez cidades têm atos pedindo justiça para Mariana Ferrer

Isaac Fontana/Framephoto/Folhapress
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Mais de 10 cidades brasileiras tiveram atos em apoio à catarinense Mariana Ferrer e cobrando justiça para a jovem. Em todas as regiões do país foram registrados protestos de rua.


O caso da influenciadora digital catarinense Mariana Ferrer, que acusa o empresário André de Camargo Aranha de estupro em um clube de luxo há dois anos, gerou revolta e mobilizou as redes sociais durante toda a semana com protestos virtuais até de mulheres de outros países.

Em Londrina, a concentração foi no cruzamento das avenidas Higienópolis e JK, por volta das 14h deste domingo (8), onde permaneceram por cerca de 40 minutos. A passeata seguiu pela JK até o Zerão, onde foi encerrado o manifesto, por volta das 16h30. Os manifestantes estava equipados com máscaras de barreira e seguravam cartazes com mensagens como "estupro culposo não existe", "a culpa nunca é da vítima", "pelo fim da cultura do estupro", o "poder dos homens é institucional" e "o nosso corpo não é público.

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Isaac Fontana/Framephoto/Folhapress
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O ato em São Paulo, também no domingo, se concentrou no vão livre do Masp e depois seguiu andando pela rua da Consolação, na região central da cidade. No sábado (7) outras cidades paulistas, como Campinas e Vinhedo, também já tinham tido protestos.

Os atos foram organizados nas redes sociais, uma das páginas "Na rua por Mariana Ferrer", que reuniu mais de 30 mil seguidores, informava neste domingo que estavam marcados protestos em mais de 50 cidades.

As manifestações, feitas em sua maioria por mulheres, pediam ações justiça para a jovem, mas também ações de enfrentamento à violência contra a mulher e contra o machismo. Entre as participantes, muitas carregavam cartazes ou vestiam camisetas que diziam "lute como uma mulher", "nada justifica um estupro".

Também foram registrados atos em Fortaleza, Salvador, Florianópolis, Resende, Joinville, Maceió, Recife, Criciúma, Goiânia e Brasília.

Ferrer diz ter sido dopada e estuprada pelo empresário em uma festa na casa de eventos Café de La Musique, em Florianópolis. No entanto, o promotor do caso, Thiago Carriço de Oliveira, diz que não houve dolo (intenção) do acusado porque não havia como o empresário saber, durante o ato sexual, que a jovem não estava em condições de consentir a relação.

Segundo Oliveira, empresário não teve intenção de estuprar. "Como não foi prevista a modalidade culposa do estupro de vulnerável, o fato é atípico", escreveu o promotor em sua argumentação.

O caso também gerou revolta depois da divulgação de imagens de parte da audiência que inocentou o empresário. Nelas, o advogado de defesa de Aranha, Cláudio Gastão da Rosa Filho, exibe cópias de fotos sensuais produzidas pela jovem quando era modelo para reforçar o argumento de que a relação foi consensual e descredibilizar Ferrer.
Redação Bonde e Folhapress
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