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Crime sem julgamento

Movimento pede justiça por morte de professora há 14 anos em Londrina

Redação Bonde
24 mar 2015 às 10:02

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Reprodução
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Para pressionar o Judiciário a julgar o acusado Mauro Janene pela morte da professora Maria Estela Pacheco, um grupo formado por jornalistas, integrantes de movimentos de direitos humanos, amigos e familiares, criou o Movimento Justiça para Estela. O lançamento aconteceu na manhã desta terça-feira (24), quando Estela faria 50 anos, na praça do Fórum, na avenida Duque de Caxias, em Londrina.

São 14 anos sem que o crime seja julgado. O Movimento foi criado a partir da indignação e revolta com a lentidão da Justiça e a série de manobras da defesa do acusado Mauro Janene, que conseguiu adiar o júri popular por cinco vezes. O último adiamento ocorreu em 4 de dezembro do ano passado.


Desde então, o grupo passou a se reunir para pensar formas de mobilização para pressionar o Judiciário. Algumas ações foram desenvolvidas a partir de audiências com o promotor Ronaldo Costa Braga. Também foi criado um site com informações sobre a Estela, a cronologia completa do crime, as manobras da defesa para adiar o julgamento de Mauro Janene, notícias do processo e uma petição pública.


Com o lançamento oficial, o Movimento Justiça para Estela busca o apoio da sociedade. Participaram da mobilização o promotor Ronaldo Costa Braga, da 1ª Vara Criminal, que está à frente do caso, e Laila Pacheco Menechino, filha de Estela.

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Estela foi morta em 14 de outubro de 2000, no apartamento onde morava Mauro Janene, e depois atirada de uma altura de 36 metros.


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