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No Paraná e em SP

Polícia Civil faz buscas após mensagens nazistas e ameaça de bomba na UEL

Bruno Souza - Redação Bonde
03 nov 2026 às 16:34

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A PCPR (Polícia Civil do Paraná) cumpriu seis mandados de busca e apreensão em endereços no Paraná e em São Paulo durante uma investigação sobre a divulgação de símbolos nazistas e mensagens de incitação à violência contra o ato político pró-Lula, ocorrido nas proximidades do RU (Restaurante Universitário) da UEL (Universidade Estadual de Londrina) em 8 de outubro. As diligências foram realizadas nesta terça-feira (3).


A operação foi conduzida pelo Setor Operacional da 10ª Subdivisão Policial de Londrina, com autorização do Poder Judiciário. Segundo a Polícia Civil, a investigação apura mensagens compartilhadas no grupo do WhatsApp "Nós da UEL com Flávio Bolsonaro".


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Os procedimentos tramitam sob segredo de Justiça. Por causa da sensibilidade do caso e da necessidade de reunir mais provas, o delegado responsável, Rafael Souza, não divulgou detalhes das buscas nem a identidade dos investigados. 


A investigação considera, em tese, possíveis crimes previstos na Lei nº 7.716/1989, que trata de crimes resultantes de discriminação ou preconceito e da divulgação de símbolos nazistas, além do artigo 286 do Código Penal, referente à incitação ao crime.


O grupo


O Portal Bonde foi o primeiro veículo de comunicação a noticiar a existência do grupo de mensagens “UEL com Flávio Bolsonaro”, que reunia cerca de 700 participantes. As conversas incluíam ataques políticos e xenofóbicos, além da divulgação de uma imagem associada à ideologia nazista, com uma suástica.


O conteúdo também trazia uma mensagem sobre um suposto ataque com bombas na UEL. Na ocasião, a Polícia Militar informou que não havia recebido denúncia sobre a possível ameaça.


A publicação do Bonde repercutiu e mobilizou autoridades. O MPPR (Ministério Público do Paraná) solicitou a presença da Polícia Civil durante o ato estudantil na UEL em 8 de outubro.


Reprodução


Investigação


No dia seguinte, 9 de outubro, a Polícia Civil instaurou inquérito para apurar o conteúdo das mensagens, a autenticidade dos registros, a identificação dos responsáveis pelas publicações e a possível incitação à violência. A investigação também recebeu comunicações da 24ª Promotoria de Justiça, de gabinetes parlamentares e do Disque 100.


Na etapa inicial, a apuração buscava esclarecer quem produziu e compartilhou as mensagens e se houve prática de crimes. Com o cumprimento dos seis mandados de busca e apreensão, a investigação avança na coleta de elementos que poderão ajudar a esclarecer a participação dos envolvidos.

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A Polícia Civil não informou quais materiais foram apreendidos durante a operação nem quando os resultados serão apresentados. A identidade dos investigados também permanece sob sigilo.

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