Desde o início da manhã desta quinta-feira (07), as equipes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), vinculado ao MP-PR (Ministério Público do Paraná), estão nas ruas para cumprir mandados de prisão temporária e de busca e apreensão de integrantes ligados a uma grande organização criminosa. Os alvos atuavam em Londrina e região e assumiam ‘funções’ de relevância dentro do grupo.
O promotor de Justiça Leandro Antunes Meireles Machado explica que a Operação Fênix é decorrente de uma outra operação, a BLV, que aconteceu em 2023 na cidade de Bandeirantes (Norte Pioneiro). Na época, segundo ele, as equipes identificaram diversos integrantes de uma organização criminosa armada que atuava em Londrina.
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Com a apreensão de aparelhos celulares, foi possível identificar através de apelidos, nomes e datas de nascimentos alguns dos integrantes da organização criminosa. Os dados foram encaminhados para o Gaeco de Londrina que, a partir daí, deu andamento nas investigações a fim de localizar o endereço dos suspeitos. Pelo menos nove pessoas integram a organização, sendo que alguns já estão presos.
Nesta etapa, estão sendo cumpridos cinco mandados de prisão temporária em endereços de Londrina e de Cambé (Região Metropolitana de Londrina), além de outros nove de busca e apreensão. Até o momento, dois integrantes foram presos, mas as equipes permanecem nas ruas. O promotor afirma que a prisão temporária pode ser convertida em preventiva.
Os investigados devem responder pelos crimes de organização criminosa, com pena de até oito anos, além do tráfico de entorpecentes, de associação para o tráfico e outros relacionados à atividade criminosa.
Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os agentes recolheram celulares, que na visão do promotor, são os meios utilizados para que os integrantes possam se comunicar, além de anotações da atividade, drogas, armas e munições. “São elementos probatórios que podem indicar que essas pessoas de fato participavam dessa organização criminosa”, explica.
Com a análise do material apreendido agora, segundo Machado, a expectativa é de que outros integrantes e fatos sejam descobertos.
Apesar de os investigados integrarem a mesma organização criminosa, que é predominante na região de Londrina, o promotor afirma que a Operação Fênix acontece à parte da Operação White Book e Apocalipse, que resultou na denúncia de 152 pessoas que atuavam dentro da PEL 1 (Penitenciária Estadual de Londrina) em maio.
O promotor Leandro Antunes Meireles Machado também detalhou que foi possível constatar que os alvos da operação exerciam funções de relevância dentro da organização criminosa, inclusive envolvendo um dos líderes da “região 43”. “Era uma das lideranças na nossa região e que tinha poder de mando e de tomar decisões pela organização criminosa”, explica.
Além disso, de acordo com ele, outros atuavam no setor disciplinar e tinham a responsabilidade de aplicar punições aos demais integrantes, inclusive a de julgamentos que podem levar à morte, os chamados “tribunais do crime”. “Nós tínhamos integrantes que atuavam em posições muito relevantes nessa organização criminosa”, afirma.
O promotor compara esse tipo de organização criminosa a grandes empresas, em que algumas pessoas são responsáveis pelo financeiro, o de logística e de distribuição de drogas, o disciplinar, por exemplo. “Existe uma hierarquia dentro dessa organização criminosa”, acrescenta.
Machado afirma que a organização criminosa que foi alvo da operação é responsável por diversos crimes violentos na região de Londrina, como homicídios, tráfico de ilícitos e roubo à mão armada. “Essa ação do Gaeco reforça esse combate a esse tipo de ilícito que tanto causa prejuízos à nossa cidade”, explica, complementando que o grupo está presente em todas as regiões de Londrina.
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