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Economia de R$ 54 mil

Prefeitura de Londrina tem 137 comissionados

Janaina Garcia - Folha de Londrina
31 dez 1969 às 21:33
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A Prefeitura respondeu no final da tarde desta quarta-feira (25) à Câmara de Vereadores de Londrina, sem detalhes referentes à administração indireta, a relação de comissionados contratados na gestão do interino José Roque Neto (PTB). Empossado em 2 de janeiro sob um discurso de economia com a redução de metade dos secretários, o petebista informou ontem que, na comparação com o governo Nedson Micheleti (PT), o Executivo agora poupa cerca de R$ 54 mil nos gastos em folha na administração direta – na qual, segundo o ofício respondido ao Legislativo, são 68 comissionados ao custo de R$ 155 mil mensais. Com Nedson (dados de outubro de 2008), eram 80 postos e impacto mensal de então R$ 330 mil. Já na administração indireta, na qual o petista contava com 86 nomes (R$ 170 mil mensais), a administração não soube informar os dados repassados ao pedido de informações formulado pelo vereador Joel Garcia (PDT) – conforme a FOLHA apurou, contudo, são pelo menos 69 nomeados em orgãos como a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU, onde são 17), Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-Ld, 17), Sercomtel Celular (13, entre presidente, diretores, assessores e comselheiros), Administração de Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf, 1), Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano (Ippul, 3), Fundação de Esportes (8), Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Idel, 9).

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A resposta foi entregue perto das 18 horas, e, segundo o prefeito, será divulgada no site da Prefeitura (www.londrina.pr.gov.br) ‘nos próximos dias’. Se haverá nomes e respectivos salários, conforme o pedido de informações do pedetista? ‘Não, para isso, basta as pessoas ligarem que informamos’, resumiu.

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Roque Neto mencionou apenas o caso da CMTU dentre os órgãos da administração indireta informados à Câmara. Perto das 15h30, o prefeito afirmara à FOLHA que o pedido a Legislativo seria respondido, portanto, parcialmente, uma vez que não teria recebido todas as informações das companhias e autarquias. ‘Responderemos tudo durante a semana’, afirmara Roque Neto. À noite, o chefe do Núcleo de Comunicação, Salvador Francisco, explicou que o pedido havia, sim, seguido integral ao prédio vizinho. ‘O prefeito não tinha todos os dados à mão, aquela hora’, alegou.


Indagado se os R$ 54 mil de diferença para Nedson, em menos de dois meses de governo, faz jus ao alarde de pretensa economia no início da gestão, o prefeito definiu: ‘É sim uma economia expressiva, desde que se parta do princípio de que tomamos outras medidas que reduzem custos. E tem um fator: fui eleito por uma coligação e, de repente, tem que arranjar, costurar, e como peguei no meio a coisa, não fuo eleito prefeito, as noemações foram necessárias’. Pelos cálculos do gestor, na administração indireta, se todos os postos fossem preenchidos – ele não informou quantos –, ‘seriam mais de R$ 209 mil gastos; gastamos mensalmente em torno de R$ 128 mil’.


O que achou do pedido da Câmara? ‘O legislador tem que ter essa iniciativa de fiscalizar, é normal. E é fundamental que a Câmara tenha a mesma transparência – acho que cinco assessores por gabinete, por exemplo, é um exagero.’

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O autor do pedido de informações garantiu, ontem, não ter tido acesso ao documento. ‘Vou ver amanhã (hoje) e divulgar em plenário; se faltar algo, podemos refazê-lo constando os cargos que já foram demitidos, por que não?‘, adiantou Joel.


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