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- Gustavo Carneiro/Equipe Folha
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Locou terreno mas não pagou

Terceirizada da prefeitura teria dado calote em advogado de Londrina

Guilherme Batista - Redação Bonde
01 jul 2015 às 17:28
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A empresa Gaissler Moreira Engenharia Civil Ltda., de Curitiba, responsável pelas obras de duplicação da avenida Castelo Branco, na zona oeste de Londrina, teria dado um calote no advogado Júlio Rodolfo Roehrig. Em entrevista ao Bonde nesta quarta-feira (1º), ele contou ter alugado um terreno para a terceirizada da prefeitura no final do ano passado, quando a duplicação da Castelo Branco teve início, mas recebido o pagamento por parte da construtora só até março deste ano. "A empresa alugou a área, localizada nas proximidades do lago Igapó, para guardar equipamentos e maquinários usados durante as obras. O contrato venceu, eles não me procuraram para prorrogá-lo e, mais do que isso, continuaram usando o terreno como depósito", destacou.

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O imóvel alugado tem 3,1 mil metros quadrados. O advogado teria alugado o espaço para a empresa por R$ 5 mil por mês.

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Segundo ele, a empresa acreditava que poderia concluir as obras na avenida Castelo Branco até março, o que passou longe de acontecer. "A previsão é de que tudo seria finalizado em quatro, cinco meses, mas as obras atrasaram. Agora, fica um jogo de empurra-empurra. Eu entro em contato e eles alegam que os responsáveis por firmar o contrato comigo nem trabalham mais lá, e que os valores só não estão sendo quitados porque a prefeitura também deixou de pagá-los", disse.


O advogado revelou, ainda, que teria fechado o contrato, no ano passado, com a empresa Ivano Abdo Construções e Corporações, também de Curitiba, supostamente contratada pela Gaissler para acompanhar as obras em Londrina. "A prefeitura terceiriza a obra para uma construtora que, por sua vez, terceiriza o serviço para outra empresa. O problema é que os documentos e as qualidades técnicas apresentadas durante a licitação do serviço são da primeira empresa, que acaba encaminhando o procedimento para uma firma até então desconhecida pelo poder público. Isso é vigarice", desabafou.

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Roehring entrou com uma ação contra as terceirizadas na 7.ª Vara Cível de Londrina, solicitando que os equipamentos e maquinários sejam retirados do terreno de sua propriedade. "É uma ordem de despejo. Enquanto o processo corre, não posso fazer nada para obrigar as empresas a limparem a área", acrescentou.

O secretário de Obras, Walmir Matos, admitiu as dificuldades com a terceirizada, mas garantiu que o município está fazendo em dia os pagamentos referentes às obras da avenida Castelo Branco. O Bonde também tentou contato com representantes da Gaissler, mas não obteve retorno até o fechamento desta reportagem.


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