Londrina

Vítimas de estupro e violência doméstica têm atendimento precário no IML de Londrina

05 nov 2016 às 09:11

A falta de investimento em equipamentos, material de consumo e na contratação de mais médicos peritos está comprometendo o atendimento a vítimas de violência sexual e doméstica pelo Instituto Médico Legal (IML) de Londrina. A reportagem da FOLHA apurou junto a profissionais que atuam na Rede de Enfrentamento à Violência Contra a Mulher que há queixas frequentes sobre problemas no atendimento.
Como não há plantonistas disponíveis durante 24 horas, vítimas têm sido orientadas a esperar até a manhã seguinte, sem tomar banho, para realizar a perícia ginecológica necessária para colher provas em relação a estupro. Além disso, faltam materiais básicos como papel para cobrir as mulheres e crianças durante o atendimento e, por falta de uma lâmpada para realizar o exame, profissionais teriam chegado ao extremo de utilizar lanterna de celular para não deixar as vítimas sem atendimento.

De acordo com a promotora de Justiça Suzana Lacerda, da 6ª Vara Criminal, também chamada de Vara Maria da Penha, o assunto foi levado à Câmara de Gestão Estadual do Pacto Nacional Pelo Enfrentamento da Violência Contra as Mulheres. Após a reunião, uma equipe do IML em Curitiba teria se comprometido a vir a Londrina para resolver o problema. "O perito fica em uma situação complicada, ou liga a lanterna ou não faz o exame. Os profissionais se esforçam para atender da melhor forma, mas falta investimento", denuncia.

Leia mais na edição deste sábado da Folha de Londrina.


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