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quebra de decoro

Mara Boca Aberta será investigada por comissão processante na Câmara de Londrina

Guilherme Marconi - Redação Bonde
29 fev 2024 às 18:48
- Devanir Parra/CML
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Onze dos 19 vereadores votaram a favor da abertura da CP (Comissão Processante) contra a vereadora Mara Boca Aberta (sem partido), na sessão dessa quinta-feira (29) na Câmara Municipal de Londrina. A parlamentar será investigada por quebra de decoro parlamentar por suposto abuso de poder econômico durante o período eleitoral.


Esposa do ex-deputado e ex-vereador Boca Aberta, Marly de Fátima Ribeiro, conhecida como Mara, foi a vereadora mais votada de Londrina nas eleições de 2020 com 6.192 votos. Em sua defesa em plenário após a leitura da três acusações da denúncia, a vereadora disse que as acusações eram infundadas e usou parte do seu tempo para desqualificar os denunciantes. "Estão querendo fazer a mesma injustiça que fizeram com o Boca. Não me julguem pelo Boca Aberta, ele já foi julgado por essa Casa", lembrou sobre a Comissão Processante que culminou na cassação do mandato do esposo em 2018.

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Apenas uma das três representações que pesavam contra a parlamentar foi acatada. . Conforme de denúncia  protocolada em 2023 pelo advogado João Miguel Fernandes Filho, a vereadora teria cometido “possível ato criminoso diante da Justiça Eleitoral" por "malversação de recursos públicos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha e abuso de poder em campanha eleitoral”, além de "favorecimento pessoal de terceiro nomeado como assessor parlamentar da vereadora".  

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Os vereadores rejeitaram as demais denuncias contra a parlamentar. A mais antiga  tratava de nepotismo por, supostamente, ter contratado a nora como sua assessora de gabinete e outra que apontava que Mara Boca Aberta teria apresentado uma emenda a Lei Cidade Limpa para tentar "apagar" uma multa aplicada pela Prefeitura contra um imóvel utilizado como seu gabinete.  

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DEFESA

Em ano eleitoral, Mara Boca Aberta acusou de perseguição política os vereadores que aceitaram a denúncia. Após o resultado, o tom da coletiva foi um pouco mais elevado do que o adotado nos 15 minutos que a vereadora utilizou em sua defesa em plenário, antes da votação. "As denúncias que eram diretamente a mim, foram arquivadas. A que tinha o nome do Boca Aberta [ex-deputado Emerson Petriv] foi aceita. Fica caracterizado, mais uma vez, que não estou sendo julgada pelo meu trabalho, mas pelo sobrenome que carrego. Estou bem tranquila. Acredito que a CP foi aberta somente para desgastar a minha imagem e sairei mais forte do que entrei." 

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O advogado Rafael Flávio de Moraes disse que a defesa irá demostrar que não houve irregularidade nas eleições.  "Temos documentação extensa sobre isso e vamos utilizar o prazo de 90 dias para demostrar que não há irregularidade.  A utilização desse fundo foi devidamente prestada e o Tribunal [Regional Eleitoral] reconheceu a regularidade." 


Os trabalhos da CP devem começar em 5 dias úteis. Os membros, escolhidos por sorteio, terão 90 dias para concluir o relatório. Participam da CP os vereadores Santão (Podemos), como presidente; Fernando Madureira (PP), como relator; e Lu Oliveira (PL), membro.


Votaram a favor da CP contra Mara Boca Aberta os vereadores Daniele Ziober, Deivid Wisley, Eduardo Tominaga, Emanoel Gomes, Giovani Mattos, Lenir de Assis, Mestre Madureira, Nantes, Profª Flávia Cabra, Profª Sonia Gimenez e Santão.


Os votos contrários foram de Beto Cambará, Chavão, Jairo Tamura, Jessicão, Lu Oliveira, Matheus Thum e Roberto Fú.

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