02/03/21
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5 tendências tecnológicas para os aplicativos em 2021

Pixabay
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Veja o que estará em alta em consequência dos avanços digitais impostos pelo atípico ano de 2020


O ano de 2020 terminou e a sensação é de que se passaram pelo menos cinco anos em um em todas as esferas. A área de tecnologia da informação foi uma das que mais cresceram devido às novas necessidades de as empresas chegarem aos seus clientes e evitarem o colapso – sem falar do trabalho remoto, que trouxe oportunidades de crescimento sem precedentes no quesito contratação de desenvolvedores, por exemplo.

Diante disso, como será 2021 para a área de TI? Para Filipe Gevaerd, CEO da GEBIT Software, empresa especializada no desenvolvimento de softwares e aplicativos customizados, alguns fatores determinantes estão evidentes, especialmente pelos novos rumos impostos pela pandemia do novo coronavírus, que desafiou o mundo e o obrigou a ser mais tecnológico do que nunca. A necessidade das empresas por agilidade, praticidade, autonomia, segurança e experiência do usuário tornaram-se prioridades ainda mais urgentes.

Confira a seguir as 5 principais tendências da tecnologia voltada para os apps para 2021:

Flutter: Para os próximos dois anos, a tendência é que tecnologias para desenvolvimento mobile como Ionic e React Native abram espaço à comunidade Flutter, para criação de apps híbridos (para iOS e Android), como Twitter, Instagram e Facebook. Com programação em linguagem Dart – que substitui o JavaScript –, o Flutter tem uma curva de aprendizagem mais lenta do que o Ionic, por exemplo, o que pode fazer com que seu avanço seja mais demorado.
Porém, a comunidade Flutter está mais ativa que as demais, destaca Gevaerd. "Os gaps de componentes estão sendo preenchidos e o número de buscas e interesse pela tecnologia já superou o React Native em setembro de 2019 e só vem aumentando.” Empresas como a Google (Google Adds) e Alibaba já usam esta aplicação, assim como a fintech Nubank anunciou a migração do React Native para Flutter.

2. 5G, Instant Apps, Cloud Apps, AMP (Accelerated Mobile Pages): Mais do que nunca há um anseio por velocidade e conexão de internet por conta do distanciamento social e a quinta geração de transmissão de dados, chamada 5G, chega para garantir esta prioridade. Ela vem com mais largura de banda e, principalmente, mais velocidade e menor tempo de resposta. Ou seja, aqueles vídeos e conteúdos consumidos diariamente serão mais rapidamente carregados nos dispositivos dos usuários.

Além disso, novos conceitos e abordagens de programação farão com que os aplicativos iniciem mais rápido e, muitas vezes, nem estejam instalados no celular ou computador. São os Instant Apps, que podem ser usados instantaneamente pelo usuário, como acontece com jogos mais pesados para download. "Ao instalar um pacote mínimo, é possível começar a jogar, enquanto o restante do conteúdo do jogo ainda é baixado”, explica Gevaerd.

No caso dos Cloud Apps, o aplicativo se mantém rodando na nuvem, sendo que o dispositivo fica apenas com a interface do mesmo. Ou seja, até as imagens apresentadas no app são geradas na nuvem. "Na prática, o usuário interage com um stream e nem os gráficos são produzidos no dispositivo.”

Um termo que deverá ser muito ouvido nas reuniões virtuais com clientes neste ano de 2021, na opinião de Gevaerd, deverá ser AMP, que é a sigla em inglês para "páginas aceleradas para dispositivos móveis”. Segundo ele, a tecnologia AMP da Google deverá ser uma tendência, porque a entrega acelerada da página melhora o SEO dos aplicativos web. "No pós-pandemia, o mercado lutará para aumentar a captação de novos consumidores. Desse modo, velocidade e experiência do cliente serão prioridades.”

3. Low Code e Zero Code Apps: imagine qualquer cidadão com um conhecimento mínimo de desenvolvimento podendo criar soluções de uma forma simples e rápida, sem depender de especialistas em TI. Um sonho de muitas empresas, e bem possível pela agilidade e praticidade que o mercado pede. Soluções low code e zero code são reais, como o OutSystems, que permite que um analista crie toda uma solução na nuvem, com banco de dados SQL Server, Aplicações Web e Apps. "A plataforma é um dos expoentes do low code. Basta um mínimo de códigos. Basicamente se programa na base de arrastar e soltar”, conta o CEO da GEBIT Software.

4. Vue3, NativeScript e Angular: Em relação à apresentação visual, o Vue3 vem forte. Entre as soluções usadas para criação de interfaces mais populares do mundo, pela baixa curva de aprendizado, versatilidade e por ser bem completa, a versão 3 terá diversas novidades. Terá otimizações internas, que prometem mais velocidade e compatibilidade entre dispositivos.

Da mesma maneira, o NativeScript promete emplacar em 2021 na função de desenvolver aplicativos mobile multi plataformas (iOS, Android e Windows). A solução mantém a facilidade e familiaridade dos desenvolvedores com o Javascript e permanece compatível com os principais componentes do mercado. Não se pode deixar de mencionar ainda o Angular. "Continua se reinventando e sendo atualizado como uma ótima opção para front-end, com performance e segurança”, pontua o CEO.

5. Blockchain Technology, Sistemas de Segurança e e-commerces: Segundo Gevaerd, estudos indicam que o mercado estará focado no investimento em privacidade e segurança. "Um novo padrão se estabeleceu em virtude do trabalho remoto em massa e será, provavelmente, um dos maiores desafios técnico, gerencial e jurídico de 2021.” Neste sentido, o blockchain é um grande conhecido e cada vez será mais utilizado. "Quanto mais dados diversos em um blockchain, mais forte e seguro ele é.” Muitas empresas deverão optar por eles, como a plataforma Ethereum, que permite a programação de aplicativos descentralizados, contratos inteligentes e transações da criptomoeda Ether, e vários tokens.

Ainda, para complementar a lista, percebe-se que a explosão de e-commerces vista em 2020 mostrou que a experiência customizada para o consumidor, com técnicas de IA, deep learning e chatbots, será uma grande tendência para 2021. "O maior desafio aos profissionais de UX (User Experience) e CX (Customer Experience) será focar em uma experiência de compra fácil, confiável, segura e única, com objetivo de concretização das vendas, na palma da mão,” finaliza Filipe.
Redação Bonde com assessoria de imprensa
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