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"Corrigir um erro histórico"

Biden concede indulto a militares dos EUA condenados por sexo gay

Folhapress
26 jun 2024 às 17:16

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Reprodução/Twitter
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O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, anunciou nesta quarta-feira (26) que vai conceder indulto a militares condenados por uma lei que reprimiu a comunidade LGBTQIA+ no Exército por décadas, com o objetivo de corrigir "um erro histórico".


"Apesar de sua coragem e grande sacrifício, milhares de militares LGBTQI+ foram obrigados a deixar o Exército devido à sua orientação sexual ou identidade de gênero", disse o democrata em um comunicado. "Alguns desses americanos foram submetidos a tribunais de guerra e carregam o fardo dessa grande injustiça por décadas."

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A decisão de Biden refere-se ao artigo 125 do Código de Justiça Militar, que data de 1951 e foi revogado pelo Congresso apenas em 2013. Sob o título de "sodomia", o trecho considerava crime a "cópula carnal não natural com outra pessoa do mesmo sexo ou do sexo oposto", mesmo com consentimento mútuo. Embora a lei citasse relações heterossexuais, seu alvo era a comunidade LGBT+.


O perdão deve impactar cerca de 2.000 pessoas, de acordo com um funcionário do governo que falou com a imprensa americana.


O indulto presidencial, porém, não será automático. Aqueles que desejarem anular suas condenações podem solicitar um certificado pela internet, o que as ajudaria a receber benefícios que podem ter sido negados, já que, antes de 2013, a condenação poderia levar a uma dispensa desonrosa e à perda de salários e subsídios.


Com o documento em mãos, os ex-militares vão poder, então, atualizar os termos de suas dispensas, disseram as autoridades. A administração, que não forneceu um cronograma de quanto tempo esse processo poderia levar, ainda está estudando maneiras de entrar em contato com aqueles que podem ser perdoados.


A comunidade LGBT+ foi excluída das Forças Armadas americanas até 1994, quando a política conhecida como "don't ask, don't tell" ("não pergunte, não diga") entrou em vigor. Essa lei, revogada em 2011, obrigava pessoas LGBT+ a permanecer em silêncio sobre sua orientação sexual se quisessem permanecer no Exército.


Em 2023, o Departamento de Defesa já havia impulsionado uma iniciativa para identificar ex-militares afastados por esta lei e que, como consequência, sofreram prejuízos financeiros ou enfrentaram obstáculos para encontrar emprego.

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Ao longo de sua presidência, Biden usou seus poderes de indulto em grande parte para perdoar infratores não violentos da legislação antidrogas. Ele também perdoou casos de uso e porte de maconha em terras federais como parte de um esforço de sua administração para diminuir disparidades raciais nas sentenças por drogas.


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