Pesquisadores decodificaram a estrutura de um anticorpo presente em pessoas que têm o organismo resistente ao vírus HIV, o que poderá fazer avançar o estudo para a descoberta de uma vacina contra a Aids, segundo trabalhos publicados nesta quinta-feira nos Estados Unidos.
Este anticorpo (chamado 2G12) foi isolado há dez anos em pacientes soropositivos, mas com organismo que combate o vírus com sucesso.
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
Sua análise revela pela primeira vez uma mistura inesperada de duas cadeias constituindo uma parte do anticorpo que combate o vírus. Os pesquisadores também estabeleceram que o anticorpo neutraliza o vírus prendendo-se aos açúcares presentes na superfície do HIV.
''Jamais foi visto algo semelhante'', anunciou em comunicado o professor Ian Wilson, pesquisador do Scripps Research Institute (TSRI), um dos coordenadores do estudo.
De ordinário, lembram os cientistas, o sistema imunológico não ataca os açúcares que são criados e fixados ao vírus pelas células do organismo, considerados então ''amigos''.
A descoberta, detalhada na revista Science, poderá fornecer uma base para um antígeno (substância capaz de desencadear uma resposta imunológica) que levaria à produção deste anticorpo, um passo importante para a descoberta de uma vacina contra a Aids.
''Isto poderá nos permitir criar anticorpos que reconhecem uma nova série de moléculas'', estimou o professor Dennis Burton, que também coodenou o estudo.
Cerca de 42 milhões de pessoas no mundo estão atualmente infectadas pelo HIV que já fez 25 milhões de mortos em 20 anos.