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INSS lança ficha para situações de risco no trabalho

Redação - Folha de Londrina
18 set 2003 às 20:10

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O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) coloca em vigor, a partir de novembro, um novo modelo de documento com informações sobre o histórico dos empregados relativas à sua saúde e ao ambiente de trabalho. É o Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP) que, por enquanto, só deverá ser preenchido pelas empresas que expõem seus trabalhadores a qualquer tipo de agente nocivo.

A intenção é formar um banco de dados para ajudar no gerenciamento e monitoramento das condições ambientais de trabalho e facilitar a futura concessão de aposentadoria especial para essas pessoas, eliminando a burocracia que existe hoje.

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Segundo o INSS, dados de 2003 mostram que o número de trabalhadores no Brasil, de zero a 60 anos, é de 70 milhões, sendo que apenas 30 milhões têm previdência social. E deste total coberto pelo INSS, cerca de 500 mil estão expostos a situações prejudiciais à saúde ou a integridade física. A obrigatoriedade do PPP foi instituída pela Medida Provisória 1.523 de 1996.


Segundo o diretor do Departamento do Regime Geral de Previdência Social, Geraldo Almir Arruda, que esteve nesta quinta-feira em Curitiba, ela já estava em prática, contudo não havia uma ficha padrão, que facilitasse a criação de um banco de dados. Agora a empresa vai ter um cadastro individual de cada trabalhador e não mais um relatório geral.


Arruda explica que o objetivo, além de facilitar a fiscalização e a aposentadoria, é que as empresas façam exames periódicos em seus trabalhadores e procurem acabar com as situação prejudiciais a ele. Com o PPP, as fiscalizações feitas pelo INSS nas empresas serão mais fáceis e eficientes.


''O fiscal vai poder confrontar a situação do trabalhador com a que está descrita no PPP. É também uma forma de acabar com os profissionais das próprias empresas, como médicos ou engenheiros, que não fazem os exames ou perícias de forma adequada'', explica.

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Por enquanto, as empresas têm a obrigação de preencher o PPP, mas não de enviá-los ao INSS. Isso porque o banco de dados ainda não está formatado. O diretor do Departamento do Regime Geral de Previdência Social acredita que dentro de um ano, o INSS já deve poder receber essas fichas e colocá-las em um sistema. Esse também é o prazo estimando para que as empresas que têm trabalhadores em situação de risco começem a preencher o PPP. Os estabelecimentos que não cumprirem a determinação do INSS podem receber multas que variam de R$ 9,9 mil até R$ 99,8 mil.


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