Um dos marcos mais emblemáticos da paisagem urbana de Londrina volta a pulsar. Amanhã, 1º de abril, às 19h, o Museu de Arte de Londrina (MAL) será oficialmente reaberto ao público, marcando o fim de um período de espera que se arrastava desde 2019. Com um investimento de aproximadamente R$ 2,1 milhões, a revitalização devolve à cidade um símbolo de sua modernidade e memória cultural.
Localizado na Rua Sergipe, o edifício que abriga o museu é uma joia da arquitetura. Inaugurado em 1952 como a Estação Rodoviária de Londrina, o prédio foi projetado pelos arquitetos Vilanova Artigas e Carlos Cascaldi. Na época, suas linhas arrojadas destoavam do padrão tradicional, tornando-se o primeiro prédio público de arquitetura moderna do Paraná.
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Em seguida, em 1974, o espaço ganhou relevância regional ao se tornar Patrimônio do Paraná, em 1974. E, a consolidação nacional veio em maio de 2021, quando foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em maio de 2021, sendo o primeiro bem do Norte do Paraná a receber o título de Patrimônio Cultural do Brasil.
O museu, que funciona no local desde 1993, passou por melhorias estruturais profundas: recuperação de pisos, pintura geral, modernização dos sistemas elétrico e de climatização, novo projeto de iluminação e adequações completas de acessibilidade.
Preservação, pesquisa e o elo com a UEL
Para o historiador e professor da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Márcio Santos de Santana, a cidade ocupa uma posição privilegiada na manutenção de seu patrimônio histórico. Segundo o pesquisador, o porte econômico de Londrina permite o custeio desses espaços, mas é o fator acadêmico que garante a relevância intelectual do tema.
Santana destaca que a presença da UEL fomenta continuamente o interesse e a pesquisa sobre locais como o Cine Teatro Ouro Verde (tombado em 1999), a Praça Rocha Pombo (1974), o Palacete da Família Garcia (2012) e o Museu Histórico."Mesmo nos anos com menos interesse acadêmico, pelo menos dois de cada dez alunos da área de história abordam o patrimônio em suas pesquisas", afirma o professor.
A reabertura não é apenas um evento estético, mas social. Santana argumenta que a melhor forma de conservar um local é integrando-o à vida da população. "Um museu sem visitantes não é nada mais do que um prédio qualquer", provoca. Para ele, a antiga rodoviária tem o potencial de ser novamente um "símbolo vivo", carregando o valor sentimental de quem viveu no seu entorno.
A programação de amanhã reflete esse desejo de ocupação: haverá apresentações do violonista Natanael Fonseca (Orquestra de Câmara Solistas de Londrina) e do Coro Voz Viva, além do lançamento do documentário "Londrina, a Cidade Moderna de Artigas".
Reabertura do Museu de Arte de Londrina
Data: 1º de abril de 2026
Horário: 19h (Coletiva de imprensa às 10h)
Endereço: Rua Sergipe, 640, Centro
Destaques: Exposições "Cidade Londrina" (acervo próprio) e "A Riqueza de um Patrimônio em Movimento" (Museu Paranaense).
Entrada: Gratuita.
Classificação: Livre