Paraná

48 pessoas são afetadas por incêndio na Electrolux

17 set 2013 às 17:07

Desde o início do incêndio que atinge o depósito da Electrolux no bairro Cidade Industrial de Curitiba (CIC), que começou na madrugada desta terça-feira (17), pelo menos 48 pessoas precisaram de atendimento médico por causa de problemas causados pela fumaça que sai do local. A maior parte das pessoas foi atendida em postos de saúde e por equipes da Defesa Civil.


Os números foram divulgados pelo secretário Municipal de Meio Ambiente, Renato Lima, e ainda são preliminares. As famílias que moram em um raio de até 700 metros de distância do depósito atingido pelas chamas serão todas retiradas de suas casas, em medida de precaução em virtude da fumaça que sai dos destroços. As pessoas foram removidas para abrigos públicos.


O incêndio, que começou por volta das 4h40 da manhã, já estava controlado durante a tarde. Porém, ainda era possível ver, por volta das 16 horas, muitas chamas no local. A fumaça preta ainda era intensa e podia ser vista da parte norte da Cidade Industrial – o galpão da Electrolux fica na CIC Sul, perto do bairro Tatuquara.


O prefeito Gustavo Fruet disse que a principal preocupação é com as famílias no entorno da fábrica. Por isso, foi realizado o trabalho de retirada da população em um raio de até 700 metros de distância do local. O prefeito orientou para que as pessoas recebam e sigam as instruções das equipes da FAS (Fundação de Ação Social) da prefeitura.


"Amanhã continuam suspensas as atividades em três escolas e 14 cmeis (Centros Municipais de Educação Infantil) para que não haja nenhuma preocupação, nenhuma dúvida em relação a essas crianças. Também estamos fortalecendo as equipes de duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de 24 horas para aquelas pessoas que tenham algum problema respiratório", disse Fruet.

De acordo com o secretário de Meio Ambiente de Curitiba, o poder público deve seguir com o acompanhamento da situação no local e no entorno por precaução nas próximas 48 horas. "Num raio de três quilômetros estabelecemos uma área de atenção. Vamos monitorar a região e a nuvem de fumaça pelo menos nas próximas 48 horas. Depois reavaliamos a necessidade de continuar ou se já está resolvido. A expectativa é que melhore nas próximas 24 horas", explica.


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