A inadimplência de aluguel no Paraná chegou a 3,11% em agosto, maior índice dos últimos nove meses. O dado representa alta de 0,07 ponto percentual em relação a julho, quando a taxa estava em 3,04%, segundo o IIL (Índice de Inadimplência Locatícia), calculado pela Superlógica.
Apesar da alta mensal, o indicador ainda está abaixo do registrado em agosto de 2025, quando a inadimplência era de 3,19%. Na avaliação da empresa, o resultado acende um alerta diante do impacto da inflação e dos juros sobre o orçamento das famílias.
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No Sul, os imóveis comerciais apresentaram a maior taxa de inadimplência, de 3,67% em agosto. O índice, porém, recuou 0,04 ponto percentual em relação a julho. Entre os imóveis residenciais, a inadimplência subiu tanto nas casas quanto nos apartamentos. Nas casas, a taxa passou de 3,18% para 3,23%. Nos apartamentos, avançou de 1,99% para 2,05%.
Aluguéis mais baixos concentram maior inadimplência
No cenário nacional, os imóveis comerciais com aluguel de até R$ 1 mil tiveram inadimplência de 7,65% em agosto, alta de 0,38 ponto percentual em relação ao mês anterior. Entre os residenciais na mesma faixa de preço, o índice chegou a 6,13%, avanço de 0,14 ponto percentual.
Para o economista e professor da Faculdade Anhanguera, Elcio Cordeiro da Silva, a concentração da inadimplência nos aluguéis mais baixos está relacionada à maior sensibilidade das famílias de menor renda ao aumento do custo de vida.
Segundo ele, despesas como alimentação, endividamento e condomínio podem reduzir a renda disponível para o pagamento do aluguel.
Juros altos pressionam mercado de locação
Em Londrina, o presidente do Sincil (Sindicato dos Corretores de Imóveis de Londrina) e diretor vice-presidente adjunto para assuntos sindicais do Creci-PR, Marco Antonio Bacarin, também relaciona a inadimplência ao aumento dos custos e à perda de poder aquisitivo.
Ele destaca que os juros elevados dificultam o financiamento de imóveis, levando parte da população a permanecer no mercado de locação. Ao mesmo tempo, a valorização dos imóveis novos também influencia os preços das unidades usadas.
Bacarin afirma que, no município, a maior procura por imóveis comerciais está concentrada na faixa de R$ 1,5 mil a R$ 2,2 mil. Já os aluguéis de até R$ 1 mil ou R$ 1,2 mil são predominantemente residenciais.
Entre as faixas de maior valor, o comportamento foi diferente. Nos imóveis residenciais com aluguel acima de R$ 13 mil, a inadimplência subiu de 4,84% para 5,96% em agosto. Nos comerciais da mesma faixa, houve recuo de 4,55% para 4,50%.
No recorte por tipo de imóvel, os comerciais registraram a maior taxa nacional, passando de 4,17% em julho para 4,22% em agosto. Entre as casas, o índice foi de 3,29% para 3,30%, enquanto nos apartamentos houve leve queda, de 2,14% para 2,13%.