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Se­te instituições pú­bli­cas apli­cam pro­gra­ma pre­ven­ti­vo: me­di­das sim­ples que evi­tam que o pa­cien­te mor­ra - Arquivo/Folha de Londrina
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Preocupante

Aumentam mortes por septicemia no Paraná

Marcela Rocha Mendes - Folha de Londrina
31 dez 1969 às 21:33
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O número de mortes por septicemias, conhecidas como infecções generalizadas, vem aumentando no Paraná nos últimos três anos. Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), de 2007 para 2008 foi registrado um crescimento de 14% nos óbitos em todo o Estado. O assunto voltou a ser discutido após a morte da modelo capixaba Mariana Bridi, 20 anos, na semana passada.

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No ano passado, 5.080 pessoas morreram em decorrência de sepse nos hospitais do Estado, que liderou a implantação de um programa modelo de incentivo à identificação e tratamento corretos da doença. Em 2007 foram 4.422 mortes e 4.126 em 2006. Dados nacionais apontam que a mortalidade da doença é 50% maior em Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) públicas do que em privadas.

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Segundo o médico Álvaro Réa Neto, presidente da Associação Brasileira de Medicina Intensiva (Amib), a septicemia pode evoluir de uma infecção bacteriana, como pneumonia ou urinária - no caso de Mariana - ou mesmo de um fungo ou vírus, mas é tratável.


Réa Neto aponta os sintomas que podem indicar que uma infecção pode ter evoluído para uma sepse. ''Se a pessoa tiver alteração de consciência, lesões na pele, perceber diminuição na produção de urina, tontura ou olho amarelado, deve procurar tratamento imediatamente'', recomenda.


Medidas preventivas

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O Programa de Otimização e Tratamento da Síndrome Séptica (Potss), desenvolvido mundialmente em 2004, é focado no gerenciamento dos recursos e conscientização dos médicos. ''O protocolo prevê medidas simples, como a identificação imediata da síndrome, início rápido do tratamento com um antibiótico apropriado, reposição de volume (com soro), ventilação mecânica (respirador artificial), administração de corticóide, entre outras. Tudo isso não implica grandes custos, apenas gerenciamento do que já existe nos hospitais'', explica.


Quando o programa foi inicialmente aplicado, em março de 2006, Réa Neto fez o controle de resultados em quatro UTIs do Paraná. Os dados coletados durante 100 dias nos hospitais das Clínicas e do Trabalhador, em Curitiba, e hospitais universitários de Londrina e de Cascavel demonstraram uma queda de 25% nas mortes com a aplicação das medidas simples.


De acordo com a diretora do Centro de Medicamentos do Paraná, Deise Pontarolli, hoje são sete hospitais públicos que aplicam o Potss. ''São centros de referências em pontos do Estado que podem atender bem a população. O programa compreende o treinamento das equipes, medicamentos e as medidas de suporte'', diz.


Segundo o médico, desde então outros hospitais paranaenses passaram a adotar as medidas, de forma adaptada. ''Hoje a grande maioria dos profissionais de saúde já conhece o protocolo. O Paraná liderou a implantação, mas esse quadro é semelhante no restante do país'', afirma.

A Sesa foi procurada pela reportagem para comentar o aumento das mortes por sepse no Paraná, mas não tinha se manifestado até o fechamento dessa edição.


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