Em assembleia geral extraordinária, realizada na noite desta quinta-feira (1), os bancários da cidade de Cascavel decidiram pela deflagração de greve geral por tempo indeterminado a partir de terça-feira (6). Esta foi a decisão da categoria também dos principais centros do País.
O presidente do Sindicato dos Bancários de Cascavel e Região e da Federação do Paraná, Gladir Basso, disse que a decisão pela deflagração de greve é uma resposta da categoria à proposta patronal, apresentada dia 25 de setembro, através da Fenaban, que consiste num reajuste de 5,5% mais abono de R$ 2.500,00, enquanto que os bancários reivindicam reajuste conforme a inflação dos últimos doze meses medida pelo INPC (9,88%) mais 5,7% de aumento real, totalizando 16%.
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Na assembleia, os bancários deixaram claro que não concordam com o abono, porque essa proposta vai causar a defasagem salarial da classe ao longo dos próximos anos, já que o valor proposto pelos bancos (R$ 2,5 mil) não incorpora nos salários.
"E o instrumento da greve é o que nos resta para pressionar e sensibilizar os banqueiros para que voltem a negociar e apresentem uma proposta decente aos bancários", frisou Gladir, lembrando que o comando nacional dos bancários enviou ontem carta à Fenaban pedindo a reabertura das negociações. "Se até o dia 6 não houver novidade, a greve será deflagrada, conforme já decidiu a categoria em assembleia", disse o sindicalista.