Uma fila de cerca de 400 caminhões se formou na BR-277 com destino ao Porto de Paranaguá na manhã dessa quarta-feira. O problema ocorreu porque as cargas não estavam negociadas e não havia espaço para o descarregamento da soja nos terminais privados, descumprindo uma determinação da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa).
A infração pode gerar aos operadores até seis meses de suspensão de suas operações no porto. Os caminhoneiros foram obrigados a enfrentar fila, depois de dois anos sem qualquer ocorrência desta natureza. Desde que o agendamento foi implantado, o porto acabou com as filas de caminhões. A previsão é que o problema acabe até esta sexta-feira.
O superintendente dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Eduardo Requião, concedeu entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira para esclarecer os motivos da fila. Ele disse que os caminhões estão sendo usados como silos ambulantes por empresas que estão tentando desarticular a logística portuária, reconhecida como modelo pela Associação Brasileira de Movimentação e Logística. Dos caminhões parados na fila, 66% são paranaenses.
AEN