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Na Unioeste

Comissão vai investigar denúncias de desvio de dinheiro

Redação - Folha de Londrina
14 jul 2003 às 17:32
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As denúncias de desvio de dinheiro público no Hospital Universitário da Unioeste (Universidade Estadual do Oeste) apresentadas ao Ministério Público de Cascavel serão investigadas por uma comissão designada nesta segunda-feira pelo secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Aldair Rizzi, e pelo procurador-geral do Estado, Sérgio Botto de Lacerda.

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A medida está contida em uma resolução conjunta do Governo do Estado, que também suspende, preventivamente, o professor Wilson Luis Iscuissati do exercício do cargo de reitor da universidade. Iscuissati foi comunicado sobre a resolução pelo secretário Rizzi.


Em seu lugar, deverá assumir, interinamente, um dos professores da instituição a ser indicado nesta terça-feira durante reunião do Conselho Universitário, marcada para as 16 horas, na sede da Reitoria da Unioeste. Cerca de 50 pessoas, entre docentes, funcionários, estudantes e representantes da comunidade, participarão da reunião.


De acordo com o regimento da universidade, quem convoca o conselho é o diretor mais antigo da instituição, no caso o professor Moacir Piffer, diretor do campus de Toledo. "Isso ocorre quando há impedimento legal do reitor e na ausência do vice-reitor", explicou o professor.


O professor Wilson Luis Iscuissati, que era o vice-reitor da Unioeste, assumiu o cargo em 2001, no episódio do afastamento da ex-reitora Liana Fátima Fuga.

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"Estou muito triste com tudo isso", afirmou Piffer. "A universidade precisa recuperar rapidamente a sua auto-estima, por isso estamos convocando a reunião do conselho para esta terça-feira", salientou.


A instituição universidade tem que ser absolutamente límpida e confiável para a comunidade, completou o secretário Aldair Rizzi. "O momento é difícil, mas a comunidade tem que ter serenidade para resolver essa questão o quanto antes".


A "Comissão de Processo Administrativo Disciplinar", que investigará as denúncias, será presidida pela procuradora Anete Cristina e terá apoio do procurador Alexandre Barbosa da Silva e do professor José Tarcísio Pires Trindade, assessor da Secretaria do Ensino Superior.


Os membros da comissão terão um prazo de 30 dias, a contar da data da sua instalação, o que deve acontecer no máximo em três dias, para apresentar os resultados da apuração das denúncias, prorrogáveis por mais 60 dias, caso haja necessidade. Nesse período, estará ouvindo funcionários do Hospital Universitário e outros que possam contribuir para esclarecer o caso.

"As denúncias têm que ser comprovadas e as partes ouvidas. Evidentemente que, se forem procedentes, os envolvidos estarão sujeitos a penalidades administrativas rigorosas porque é isso o que a sociedade espera de um governo que preza pela moralidade", disse ainda o secretário Aldair Rizzi.


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