Paraná

Curitiba tem protesto pacífico com 10 mil pessoas

17 jun 2013 às 21:17

Os manifestantes em Curitiba fizeram concentração na Boca Maldita andaram com faixas, cartazes, flores e megafones nesta segunda-feira (17). Pessoas de todas as idades marcharam pelas ruas do centro da capital gritando palavras. Segundo a Polícia Militar, pelo menos dez mil pessoas se reuniram durante a manifestação.

Até o fechamento da reportagem, não haviam sido registrados incidentes graves na manifestação, que se estendeu de forma pacífica. A PM informou que colocou policiais à paisana em meio ao grupo e agentes fardados acompanharam a movimentação à distância. Alguns grupos políticos do PSTU e do PCB, que portavam bandeiras dos partidos, foram vaiados pelas demais pessoas. Os manifestantes, a cada quadra, formavam "cordões de segurança", para manter os membros do protesto unidos pelas ruas.


Importância


Entre os pedidos dos manifestantes estavam o combate à corrupção, melhorias nos serviços públicos, a redução da tarifa de ônibus e o passe livre. Críticas à Copa do Mundo também foram feitas. Uma das participantes é a engenheira florestal Maichele Benati que diz que com as manifestações a população pode mostrar quem manda no país. "A população brasileira tem que acordar. Somos roubados todos os dias, na passagem e nos impostos. Mas isso precisa continuar para mostrar que é um movimento com poder e não acabar aqui", analisa.


Segundo o ator Roger Batista, a população não suporta mais a situação de precariedade dos serviços públicos, como a saúde e a educação. "A Copa foi importante para os protestos porque na construção de estádios viraram rios de corrupção. Muita gente está enchendo o bolso enquanto nossa população passa necessidade."


Atuação da PM

Para a estudante de direito Renata Janini, a presença policial é importante, mas os manifestantes precisam ser respeitados. "Os policiais tinham que vir conosco, pois também são vítimas, mas enquanto não houver confronto eu acho importante que haja a proteção por parte da polícia", opina.


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