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Crime na região

Entidade desviava dinheiro para prevenção ao câncer

AEN
31 dez 1969 às 21:33
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O Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce) desmantelou em Maringá e no município vizinho de Sarandi um esquema de desvio de dinheiro de entidades de combate e prevenção ao câncer. O desvio era feito por uma entidade chamada Centro de Apoio Morada da Luz (Camol).

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Nesta terça-feira (28) foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão e presos os acusados de administrarem a Ong: Fábio dos Santos Rocha, 29 anos, e Marli Ondina Avanzi Junqueira, 42, ambos por mandado de prisão temporária de cinco dias expedidos pelo Juízo de Maringá.

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Mais dez funcionários da Ong foram encaminhados para prestar esclarecimentos na delegacia. A polícia também apreendeu diversas documentações, inclusive fichas de doadores.


"Estávamos investigando o caso desde setembro de 2008, pois recebemos denúncias que davam conta de que esta Camol vinha sendo utilizada para a arrecadação de doações. Os valores de quanto foi arrecadado ainda serão levantados pela polícia", contou o delegado-chefe do Nurce, Robson Barreto.


A ação policial teve apoio do Núcleo de Curitiba, além da participação de Policiais civis e militares da região. Fábio dos Santos Rocha foi preso em sua residência em Maringá, no Jardim Los Angeles, e Marli foi presa na sede da Camol, na Avenida Santos Dumont, 65, em Sarandi. Mais dez operadores de telemarketing da entidade foram encaminhados para o Nurce de Maringá para prestar esclarecimentos.

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De acordo com o delegado Barreto, ficou apurado nas investigações que a Camol atuava há cerca de seis meses na região. A entidade desencadeava campanhas de arrecadação sem prazo determinado, contrariando a legislação e sem qualquer fiscalização dos órgãos municipais competentes.


A Camol jamais esteve registrada nos órgãos de fiscalização. Além disso, a lei 6.387 determina que as campanhas de arrecadação não podem ter prazo indeterminado, sendo que em caso de campanhas contínuas é exigida a renovação anual da resolução de autorização", explicou o delegado Barreto.


A polícia apurou que, além de campanhas, a Camol se valia de um serviço de telemarketing para levantar recursos para auxiliar entidades ligadas ao combate e prevenção ao câncer. "Era o que efetivamente não ocorria. Na realidade, era um golpe que caracteriza a prática de crimes como estelionato e formação de quadrilha", complentou o delegado Fernando Ernandes Martins.


Ainda no curso das investigações, a polícia descobriu o envolvimento de pessoas que atuam na Camol com um grupo que vinha aplicando golpes semelhantes em Curitiba, por uma entidade denominada Grupo de Apoio a Pessoas com Câncer (GAPC). Porém, a quadrilha havia sido desmantelada pela Delegacia de Estelionato de Desvio de Cargas, em 2006.

De acordo com o delegado Martins, a princípio os dois presos responderão por estelionato e formação de quadrilha.


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