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Em Curitiba

Gaeco recebe denúncia contra PMs acusados de racismo

Rodrigo Batista - Redação Bonde
28 nov 2012 às 15:54
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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), ligado ao Ministério Público do Paraná (MP-PR), recebeu nesta quarta-feira (28) a denúncia de acusação contra os policiais suspeitos de terem agredido moradores de um bairro de Curitiba e cometido crime de tortura e racismo contra uma advogada, além de terem invadido a residência de uma família.

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O caso aconteceu no Bairro Alto, após uma abordagem policial a um motociclista que se recusou a parar para a polícia e teria entrado na casa de uma família no bairro. Um vídeo feito por populares mostra que os policiais, para apreender o suspeito, invadiram a residência. No local, várias pessoas teriam sido agredidas, inclusive uma idosa.

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A advogada Andréia Cândida Vitor acusa que alguns dos policiais de a terem humilhado com xingamentos, além de terem proferido palavras racistas e preconceituosas contra ela durante a ação e após a prisão. Ela e outras 11 pessoas foram detidas.


O advogado de Andréia, Elias Mattar Assad, apresentou a acusação ao Gaeco por violação de domicílio durante o tumulto e agressões. "Em particular quanto à doutora [Andréia, a situação] piorou porque ela teve a dignidade violada como mulher, como negra e como advogada", afirma Assad.


De acordo com o coordenador do Gaeco e procurador de Justiça Leonir Batisti, as investigações ainda estão no início e que a advogada que acusa os policiais será ouvida assim como as demais vítimas e outras testemunhas. Ele classifica a ação dos policiais como "episódio lamentável". "A princípio o julgamento que pode ser feito é de que se não havia contra estas pessoas qualquer suspeita, a ação dos policiais foi indevida".

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Batisti afirma que a investigação do Gaeco vai caminhar junto com a da corregedoria da Polícia Militar para saber quais foram os excessos e quais os policiais realmente participaram das supostas agressões e crimes contra a dignidade da advogada. Segundo Batisti, as investigações devem durar de 50 a 60 dias.


A advogada disse que não condena a Polícia Militar pelo ocorrido, mas considera lamentável a atuação daqueles policiais durante a ação no Bairro Alto. "Aqueles policiais são despreparados e envergonham a corporação. Eles têm que ser preparados para que aquela população volte a confiar na Polícia. Tenho vários amigos dentro da corporação e que já demonstraram apoio", disse Andreia.

A Polícia Militar, por meio da assessoria de imprensa, informou que a corporação abriu um inquérito e que deve apurar dentro de 40 a 60 dias as possíveis responsabilidades sobre o caso tanto do lado dos PMs quanto dos moradores envolvidos no caso. Se a apuração resultar em excesso dos policiais, eles serão, segundo a assessoria, responsabilizados de acordo com os critérios da Lei.


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