Depois do grande susto vivido por Patrícia da Silva, que foi atingida por um tiro na barriga durante o quinto mês de gravidez, chegou enfim o momento tão esperado. Nasceu na tarde desta segunda-feira (20), no Hospital Evangélico de Curitiba, a pequena Angelina, com saudáveis 3,470 kg e 47 centímetros.
O parto, uma cesariana, foi emocionante para tanto para a mãe quanto para a equipe médica. O obstetra Augusto Fernando Betuschi disse que embora tenha feito mais de 10 mil partos, este foi muito especial. "Foi como se esta fosse a primeira criança que trouxesse ao mundo".
Em entrevista à Folha de Londrina, Betuschi relatou que o fato da bala não ter atingido o bebê foi um ''pequeno milagre'', já que no período de gestação em que Patrícia estava, o útero ocupa quase todo o abdômem. O médico explicou que Angelina poderia ter nascido de parto normal, mas se optou pela cesariana para aproveitar a mesma cirurgia para a retirada do projétil. Como o local onde a bala ficou alojada não compromete o funcionamento de nenhum órgão e não causa nenhum incômodo, a equipe médica decidiu não removê-la.
Patrícia foi baleada durante assalto a um posto de combustíveis no centro de Curitiba, em 14 de maio deste ano. Ninguém reagiu, mas um dos assaltantes atirou contra a atendente, que estava deitada no chão. O tiro atingiu o abdômem, perfurou a placenta e ficou alojada atrás do instestino.
Dias depois do crime, alguns suspeitos foram detidos, mas foram liberados em seguida porque não houve comprovação de que tivessem envolvimento no assalto. Segundo o delegado Rubens Recalcati, foi descartado que a vítima conhecesse qualquer um dos criminosos.
Os três homens que roubaram o posto de gasolina continuam soltos. O caso, investigado pela Delegacia de Furtos e Roubos de Curitiba, foi encerrado e encaminhado à Justiça.