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Guardas de Curitiba discutem igualdade de direitos

Redação Bonde com PMC
05 dez 2012 às 13:09

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Cesar Brustolin/SMCS
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A inspetora Cleusa Pereira, casada e mãe de cinco filhos, atua na Guarda Municipal de Curitiba há 24 anos. Ela faz parte de uma minoria. Do efetivo de 1593 guardas, 131 são mulheres. Destas, apenas quatro têm funções de inspetoras. "Apesar disto, nunca sofri nenhum tipo de preconceito, embora a nossa cultura diga que ser guarda municipal é uma atividade masculina", comenta.

Para discutir esta e outras questões relacionadas à igualdade de gênero e raça, 28 guardas municipais, que exercem cargos de chefia, se reuniram na manhã desta quarta-feira (5). Entre os temas abordados estava a campanha "16 Dias de Ativismo Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres", que está acontecendo no Brasil e em outros países.


"Os guardas que participam deste encontro terão a função de divulgar o que foi discutido com as suas equipes, sendo multiplicadores", explicou o inspetor Carlos Celso dos Santos Jr.


Negro, o inspetor Celso afirma que já passou pessoalmente por várias situações de preconceito. "Ninguém espera que um guarda municipal negro possa ter um cargo de chefia", comenta.


Ele afirma que, discussões como esta, têm o objetivo de promover uma mudança de conceitos. "Nossa sociedade ainda tem um longo caminho a percorrer", comentou.


Na reunião, um dos assuntos tratados foi a forma correta de linguagem e tratamento que os próprios guardas municipais devem utilizar em suas abordagens, para evitar qualquer espécie de discriminação.


Nos últimos anos, eles já passaram por vários treinamentos específicos. "Temos em nosso currículo no mínimo oito cursos que atendem diretamente a estas questões", explica a inspetora Cleusa.


Entre eles, Segurança Pública sem Homofobia, Atuação Policial Frente aos Grupos Vulneráveis, Atendimento às Mulheres em Situação de Violência e Integração das Normas Internacionais de Direitos Humanos na Área de Segurança Pública.


16 Dias de Ativismo – Na pauta da reunião estava também a discussão da campanha "16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres". O objetivo é sensibilizar os inspetores para que as equipes desenvolvam da melhor forma atividades, programas, projetos e políticas municipais, bem como estejam melhores preparadas para atender a mulher que tenha sido vítima.


"Nessa hora, o efetivo feminino da Guarda Municipal, tem uma vantagem em relação aos colegas homens", afirma a inspetora Cleusa. "Para nós, a abordagem é mais fácil", comenta.


O período de 25 de novembro a 10 de dezembro foi escolhido para a campanha dos 16 Dias por compreender datas significativas na luta pela erradicação da violência contra as mulheres e a garantia dos direitos humanos.

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Entre elas, o Dia Nacional da Consciência Negra, em 20/11; o Dia Internacional da Não-Violência Contra as Mulheres, em 25/11; o Dia Mundial de Combate à Aids, em 1º/ 12; e o Dia Internacional dos Direitos Humanos, em 10/12.


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