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15 feridos

Homem se exime de culpa por acidente com kamikaze

Agência Estadual de Notícias
31 dez 1969 às 21:33
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A polícia de Castro ouviu na manhã desta sexta-feira (27) o responsável pela organização do parque que continha um brinquedo "kamikaze" que quebrou no último domingo (22) deixando vários adolescentes feridos. Reinaldo Rodrigues dos Santos, 40 anos, se apresentou na delegacia junto a seu advogado e depôs alegando que não era o responsável por providenciar a documentação e as vistorias dos brinquedos locados.

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"Ele não apresentou nenhum documento. Segundo Reinaldo, todas as contratações aconteceram verbalmente, inclusive a dele para organizar o parque de diversões em comemoração ao aniversário da cidade, feita pela Prefeitura de Castro", afirmou o delegado Eduardo Mady Barbosa, que assumiu a delegacia de Castro nesta semana.

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Em seu depoimento, Reinaldo teria afirmado que foi contratado por um funcionário da Prefeitura de Castro para organizar o parque de diversões em comemoração ao aniversário da cidade. "Ele alegou que foi contratado apenas para conseguir os brinquedos para fazerem parte do parque", disse o delegado.


A remuneração de Reinaldo, segundo ele mesmo, não iria ser paga pela Prefeitura. Ele receberia 35% do dinheiro arrecadado em cada brinquedo. Os outros 65% ficaria com o proprietário de cada atração.


Ainda segundo a polícia, Reinaldo teria dito que esta não é a primeira vez que realiza esse tipo de trabalho. "Ele disse que é promotor de eventos e trabalha nesse ramo há anos, por isso tinha vários contatos e não houve dificuldade em encontrar donos de brinquedos para fazerem parte do parque", explica Barbosa.

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O próximo passo da investigação será interrogar o funcionário da Prefeitura de Castro apontado por Reinaldo como a pessoa responsável por sua contratação, o que deve acontecer na próxima semana.


Desde o início da investigação, além de Reinaldo, a polícia já ouviu vítimas, testemunhas e o proprietário do brinquedo que quebrou. Segundo o dono do kamikaze, a fabricação do brinquedo foi artesanal, feita por ele mesmo, e o organizador do parque era quem iria providenciar a autorização para todos os brinquedos funcionarem no local.


Cada brinquedo do parque pertencia a um dono diferente. O Instituto de Criminalística periciou o brinquedo quebrado e o resultado do laudo deve sair entre 15 a 30 dias contados a partir do dia em que foi feita a perícia.


ACIDENTE - O acidente aconteceu em uma feira que comemorava os 305 anos da cidade de Castro. O brinquedo, que faz giros de até 360 graus, partiu ao meio e despencou deixando pelo menos cinco pessoas, entre 12 e 18 anos.

Elas foram atendidas pelo Siate, encaminhadas a um hospital e liberadas. Permanece internado um adolescente de 15 anos que ficou gravemente ferido no acidente.


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