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Fim da polêmica

Índios aceitam indenização oferecida pela Copel

Redação Bonde
31 dez 1969 às 21:33
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Em reunião antecipada para esta terça-feira (24) na Universidade Estadual de Londrina, Copel e representantes da comunidade kaingang que habita a Terra Indígena Barão de Antonina, em São Jerônimo da Serra, chegaram a um acordo sobre o valor da indenização por impactos econômicos, culturais e ambientais decorrentes da instalação e operação de uma linha de transmissão que percorre um trecho na reserva.

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O encontro, promovido e mediado pelo Ministério Público Federal em Londrina e pela Funai, resultou na aprovação pela comunidade indígena, de um valor de indenização total de R$ 1,8 milhão, quantia que será depositada em conta corrente pela Copel no prazo de cinco dias úteis.

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No início da noite, os negociadores ainda acertavam pontos específicos do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), que dará solução definitiva à questão. Esse TAC começou a ser discutido há três anos com o objetivo de estabelecer os critérios de indenização e as formas de compensar a comunidade indígena pelos impactos econômicos, culturais e ambientais decorrentes da instalação e operação de uma linha de transmissão construída em 1966 pela Copel. A linha, em 230 mil volts, liga a subestação da Usina Termelétrica de Figueira à da cidade de Apucarana, percorrendo por cerca de 10 km uma faixa de terra pertencente à reserva.


Do valor acordado, uma parcela será apropriada de imediato pela comunidade indígena, que estabelecerá os critérios para sua divisão. Uma segunda parcela do pagamento deverá compor um fundo para o financiamento de projetos de natureza ambiental, econômica e sócio-cultural. "A partir de agora, as discussões devem definir as formas de utilização deste recurso, estabelecendo projetos de melhoria na qualidade de vida da comunidade", afirmou José Mauro Luizão, procurador do Ministério Público Federal em Londrina.


O chefe do posto da Funai em São Jerônimo da Serra, Castorino de Almeida, acredita que o acordo foi satisfatório para a comunidade indígena. "Foi uma proposta dentro do que esperávamos", afirmou. "Agora devemos pensar com calma sobre como investir este dinheiror".

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A Copel concordou em participar da reunião – originalmente agendada para esta quarta, dia 25 – depois que a comunidade indígena liberou na noite de segunda-feira as três pessoas mantidas como reféns desde o último dia 19.


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