O MPPR (Ministério Público do Paraná) recorreu da condenação de Ricardo Seidi pela morte da filha, Eduarda Shigematsu, de 11 anos, para tentar elevar a pena de 23 anos e seis meses para 37 anos e quatro meses de prisão. O crime ocorreu em abril de 2019, em Rolândia (Região Metropolitana de Londrina).
Condenado pelo Tribunal do Júri de Maringá (Noroeste) por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e falsidade ideológica, Ricardo pode ter a pena aumentada caso o recurso seja aceito pela Justiça.
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Segundo o Ministério Público, as penas fixadas na sentença foram baixas diante das circunstâncias do crime. A acusação aponta premeditação, com o desligamento das câmeras da casa do condenado e a preparação do local onde o corpo foi enterrado.
Eduarda foi vista com vida pela última vez em 24 de abril de 2019, quando voltava da escola. Quatro dias depois, o corpo foi encontrado enterrado em um imóvel da família, com sinais de esganadura. Durante o julgamento, Ricardo confessou ter matado a filha, mas não deu detalhes sobre o crime.
MPPR quer retirar o atenuante de confissão
O recurso também pede que seja retirada a atenuante da confissão espontânea. Para o MPPR, Ricardo não relatou toda a verdade nem colaborou efetivamente com a investigação, e a autoria já estava comprovada por outras provas.
A proposta do Ministério Público é elevar a pena pelo homicídio para 33 anos e quatro meses, além de fixar dois anos pela ocultação de cadáver e dois anos pela falsidade ideológica. Com isso, a condenação chegaria a 37 anos e quatro meses de prisão, em regime inicialmente fechado.
Defesa considera pedido excessivo
Em nota, a defesa de Ricardo classificou o pedido como excessivo e afirmou que a pena foi calculada conforme os critérios legais e, em sua maior parte, de acordo com a jurisprudência dos tribunais superiores. Os advogados também informaram que ainda não foram intimados para apresentar contrarrazões ao recurso. Segundo a nota, a defesa contestará os argumentos do Ministério Público após a intimação.