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Polícia prende 106 pessoas em megaoperação no Paraná e em outros estados

Redação Bonde com Polícia Civil
14 out 2026 às 16:48

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Foto: Divulgação / PCPR
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A PCPR (Polícia Civil do Paraná) prendeu 106 pessoas nesta quarta-feira (14) durante uma operação contra uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas, crimes violentos e lavagem de dinheiro. A ação, realizada com o MPPR (Ministério Público do Paraná), mobilizou mais de 500 policiais e cumpriu 92 mandados de prisão e 120 de busca e apreensão no Paraná, em Santa Catarina e em São Paulo.


Entre os presos está uma advogada de Realeza (Sudoeste), suspeita de manter vínculos com o grupo. Outras 14 pessoas foram presas em flagrante após a apreensão de drogas, armas e munições.

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Os mandados foram cumpridos nos municípios paranaenses de Clevelândia, Pato Branco, Francisco Beltrão, Palmas, Coronel Vivida, Realeza, Santa Izabel do Oeste, Dois Vizinhos, Cascavel, Curitiba, Piraquara, Guarapuava, Laranjeiras do Sul, Capanema, Salto do Lontra, Santo Antônio do Sudoeste, Itaipulândia, Santa Helena, Barracão e Cruzeiro do Oeste. Em Santa Catarina, houve cumprimento de ordem judicial em Abelardo Luz e, em São Paulo, nas cidades de São Carlos e Cotia


Durante as buscas, foram apreendidos celulares, um quilo de maconha, mais de 300 gramas de cocaína, três armas de fogo, munições e documentos. Em Curitiba, os policiais encontraram 38 pés de maconha em uma estufa.


Foto: Divulgação / PCPR

Comandos vinham de dentro dos presídios


A investigação começou em Clevelândia (Sudoeste) e apurou suspeitas de tortura, cárcere privado e cobrança de dívidas do tráfico por meio de ameaças. Segundo a PCPR, a organização transportava drogas entre cidades, mantinha depósitos e controlava pontos de venda à distância.


O rastreamento das ordens para a prática de crimes violentos levou os investigadores a celulares clandestinos apreendidos em uma penitenciária da região. De acordo com a delegada Alini Simadon, os aparelhos revelaram uma estrutura que comandava ações nas ruas a partir do sistema prisional.


Dentro dos presídios, o grupo mantinha funções para fiscalizar regras, julgar integrantes e aplicar castigos físicos. Fora das unidades, familiares e colaboradores ajudavam a transportar drogas, inclusive escondidas no corpo durante visitas aos presos.


Foto: Divulgação / PCPR

Lavagem via Pix


A investigação também identificou transferências via Pix para contas de terceiros, seguidas de saques rápidos, como forma de dificultar o rastreamento do dinheiro do tráfico. Uma empresa de fachada do setor de transportes também era usada para receber pagamentos por cargas de drogas.

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A Justiça autorizou a quebra do sigilo bancário das contas investigadas e o acesso aos dados dos aparelhos eletrônicos apreendidos.

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