Paraná

Motoristas e cobradores podem parar nesta quinta-feira

10 jul 2013 às 12:24

Motoristas e cobradores de Curitiba e região podem paralisar as atividades na tarde desta quinta-feira (11), durante o "Dia Nacional de Lutas com Greves e Mobilizações – em defesa da democracia e dos direitos dos trabalhadores". Os protestos são organizados em todo o País, de forma unificada, por dirigentes sindicais de diversas categorias filiadas às centrais e aos movimentos sociais.

O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus de Curitiba e Região Metropolitana (Sindimoc) informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que comunicou ao Ministério Público do Trabalho (MPT) o indicativo de greve, no prazo de 72 horas, como determina a lei. Segundo a entidade, os trabalhadores irão votar pela adesão ou não à paralisação em uma assembleia extraordinária, convocada para as 15h de amanhã, na Praça Rui Barbosa, centro da capital.


Se aprovada, a greve no transporte coletivo deve iniciar às 16h, horário do ato marcado na mesma praça, com as centrais sindicais, e durar até o encerramento da mobilização nacional, por volta de 19h.


Em nota, a Urbs, responsável pelo gerenciamento do transporte público na cidade, disse que não recebeu nenhum comunicado oficial das empresas de transporte coletivo informando sobre uma possível realização de greve. Mesmo assim, garantiu que "está acompanhando atentamente a movimentação e, em caso de greve, tomará as devidas providências para atendimento mínimo a população".


Reivindicações - Os trabalhadores reivindicam dos poderes legislativo e executivo oito itens nacionais e quatro estaduais. Em todo o País estão na pauta: a não aprovação do Projeto de Lei 4330, que regulariza as terceirizações; reajuste digno para os aposentados; fim do fator previdenciário; redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem prejuízo nos salários; fim dos leilões de petróleo; mais investimentos em saúde e educação, com a destinação de 10% do PIB para cada área; transporte público de qualidade, com preço justo; e a realização da reforma agrária.

Já no Paraná, de acordo com a Força Sindical, os manifestantes exigem a queda nas tarifas de pedágio, a mudança no sistema de eleição para o Tribunal de Contas (TCE-PR), hoje política, um sistema permanente de reajuste do mínimo regional e a regulamentação da profissão de motorista.


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