10/12/19
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Índios

MPF quer manter tradição de tribo dizimada no Paraná

Representantes do Ministério Público Federal visitaram na última terça-feira (11) a tribo indígena Xetá em São Jerônimo da Serra (78 km ao sul de Cornélio Procópio) com parte das ações propostas no Inquérito Civil Público que tem o objetivo de apurar a situação atual da tribo, que foi dizimada na década de 50 no Distrito de Serra dos Dourados, na região de Umuarama.

Segundo o procurador Robson Martins, responsável pelo inquérito, a tribo era formada 300 índios, sendo que apenas cinco integrantes remanescentes foram localizados em São Jerônimo da Serra, onde aproximadamente 350 descendentes dos Xetás vivem entre outras tribos, como os guaranis e os kaingangs.


"Após serem dizimados, os índios Xetas se espalharam por todo o Estado. Atualmente, a maior concentração está na aldeia de São Jerônimo. No entanto, viver no meio de outras tribos é como um grupo de pessoas que moram em outro país", comparou o procurador do MPF de Umuarama, ressaltando a necessidade de preservação dos Xetás.

Ele informou que, anualmente, duas oficinas são promovidas para manter a cultura da tribo indígena.

A Funai e a antropóloga do Ministério Público Federal de Londrina, Luciana Maria de Moura Ramos, também participaram da visita em São Jerônimo da Serra. "O importante é acompanhar a tribo para garantir que a cultura, história e tradição sejam preservadas no Estado", ressaltou Martins.
Rafael Fantin - Redação Bonde
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