O Paraná alcançou o menor índice de sub-registro de nascimentos do Brasil e se tornou referência nacional na garantia do direito à identidade e ao acesso à cidadania desde os primeiros dias de vida. Dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que apenas 0,12% dos nascimentos ocorridos no Estado em 2024 não tiveram registro feito dentro do prazo legal, o menor percentual entre todas as unidades da Federação.
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O resultado coloca o Paraná à frente do Distrito Federal (0,13%), São Paulo (0,15%), Rio Grande do Sul (0,21%) e Minas Gerais (0,23%), consolidando o Estado como líder nacional em um dos principais indicadores de documentação civil do país. O resultado marca a consolidação do avanço da cidadania no Estado. Falar sobre a evolução dos dados do Paraná nos últimos anos.
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O desempenho paranaense contribuiu diretamente para que o Brasil atingisse um marco histórico. Pela primeira vez desde o início da série estatística, em 2015, o índice nacional de sub-registro ficou abaixo de 1%, alcançando 0,95% em 2024. Há pouco mais de uma década, esse percentual superava 4%, evidenciando os avanços promovidos pelos Cartórios de Registro Civil em conjunto com maternidades e órgãos públicos na ampliação do acesso à documentação básica.
O registro de nascimento é considerado o primeiro ato de cidadania de uma pessoa. É por meio dele que o cidadão passa a existir oficialmente perante o Estado, podendo acessar serviços de saúde, matrícula escolar, programas sociais, emissão de documentos e diversos outros direitos fundamentais.
No Paraná, os resultados refletem o fortalecimento contínuo da rede de Registro Civil, especialmente por meio das unidades interligadas instaladas em maternidades, que permitem aos pais registrar os recém-nascidos ainda durante a internação hospitalar. O modelo reduz deslocamentos, simplifica procedimentos e garante que milhares de crianças deixem a maternidade já com sua certidão de nascimento emitida.
Segundo o levantamento do IBGE, o Paraná registrou 131.189 nascidos vivos em 2024. A taxa de 0,12% representa uma estimativa de apenas 155 crianças sem registro dentro do prazo legal. Além disso, 332 municípios paranaenses não apresentaram qualquer estimativa de sub-registro no período, demonstrando a capilaridade e a eficiência da estrutura registral presente em todo o Estado.