Entre dezembro do ano passado e setembro deste ano, o Sindicato dos Agentes Penitenciários (Sindarspen) do Paraná registrou a ocorrência de 19 rebeliões nas unidades prisionais do estado. Foram quase dois motins por mês, de acordo com os dados do órgão. O presidente do Sindarspen, Anthony Johnson, informou, ainda, que 29 agentes foram feitos reféns durante as ações dos rebelados. "A situação atual está caótica. O Governo do Estado precisa começar a tratar o caso com a prioridade que ele merece", destacou em entrevista à rádio CBN Londrina.
As quatro últimas rebeliões foram registradas, em menos de um mês, nos municípios de Cascavel, Guarapuava, Cruzeiro do Oeste e Piraquara. O motim de Cascavel deixou cinco presos mortos e 25 feridos.
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Os agentes vão se reunir em assembleia na manhã desta quarta-feira (17) para discutir a sensação de insegurança e a possibilidade de uma greve geral da categoria. O evento será realizado em frente ao Palácio Iguaçu, em Curitiba. "O governo precisa enviar para a Assembleia Legislativa o projeto de lei que cria mais cargos de agentes e dar andamento aos projetos de ampliação dos presídios já existentes e de construção de novas penitenciárias. Só vamos conseguir superar os problemas com a contratação de mais pessoal e a criação de novas vagas no sistema prisional", argumentou.