Desde as 9 horas desta terça-feira (24), acontece o julgamento do policial militar Omar Assaf Júnior, acusado de matar o estudante de direito Thiago Klemtz de Abreu Pessoa, de 19 anos, em agosto de 2009, em Curitiba. O julgamento acontece na 2ª Vara do Tribunal do Júri, na capital. O PM encontra-se foragido e o julgamento acontece à revelia, ou seja, mesmo sem a presença dele.
O crime aconteceu na madrugada de 16 agosto de 2009, depois que Thiago e amigos saíram de uma festa, na Sociedade Harmonia, no bairro Bigorrilho. O grupo teria se envolvido em uma briga dentro do clube e foram expulsos do local. Do9 lado de fora, teria se iniciado outra briga, desta vez com o policial que estava de folga. Segundo testemunhas, depois de efetuar o primeiro disparo, o PM ainda teria trocado o carregador da pistola para atirar novamente em Thiago, que chegou a pedir para não ser morto. Ele foi atingido por dois tiros no tórax e um na cabeça, cerca de uma quadra do clube.
Assaf Júnior é acusado de homicídio triplamente qualificado (por não haver chance de defesa, motivo fútil e por ser policial). Ele chegou a ser preso por duas vezes – uma em flagrante, após o crime; outra, por um mandado de prisão temporário. Os advogados dele, no entanto, entraram com pedidos de habeas corpus, que foram concedidos pela Justiça.
Em nota encaminhada à imprensa, o assistente de acusação, o advogado Samir Mattar Assad, afirmou que "nada justifica a ação do acusado que agiu de forma fria, desnecessária e cruel".
Antes do julgamento, o pai de Thiago, Thomaz Pessoa, comentou a situação. "É lamentável que tenha sido dado habeas corpus e ele esteja solto. Devia haver prisão perpétua para uma pessoa tão violenta como ele", disse, em entrevista à Band News. A mãe do rapaz, Patricia Klemtz, também disse que espera que o policial seja condenado com pena máxima. "Quero que ele cumpra o que deve enquanto ainda está nos melhores anos da vida dele, porque o nosso filho não teve essa chance", disse ela.