A Prefeitura de Curitiba vai interpelar judicialmente uma usuária do Facebook que fez uma postagem na rede social na qual dizia que os animais do Zoológico de Curitiba sofreriam maus tratos e estariam sem alimentação necessária. Na mensagem, a autora relata que teria ouvido falar dos funcionários que eles fizeram uma "vaquinha" para comprar comida para os animais.
Após a divulgação da mensagem, cerca de nove mil pessoas compartilharam o post no Facebook. A população chegou a mandar mensagens na página no prefeito Gustavo Fruet e da própria prefeitura de Curitiba exigindo esclarecimentos sobre o que teria ocorrido no zoológico com os animais.
Em uma das mensagens, em que o prefeito comentava sobre a chuva na capital e um usuário do Facebook pedia esclarecimentos sobre o ocorrido, a equipe responsável pela página de Fruet informou que medidas seriam tomadas para averiguar a informação, considerada falsa.
"Um processo administrativo irá descobrir se quem passou essas informações falsas era mesmo colaborador da Prefeitura de Curitiba e se sim, ele terá que responder por isso", disse a equipe em uma das postagens. Na página, a equipe ainda informou que a licitação para os alimentos dos animais está vigente e que os problemas enfrentados pelo zoológico não teriam acontecido apenas em 2013 - ano em que teve início a administração de Fruet - mas seriam de um processo de abandono de vários anos. Porém, na página, a equipe ainda esclareceu que no ano de 2013 o prefeito assinou uma carta que garante R$ 40 milhões em investimentos para aquela região.
Procurada pela reportagem, a prefeitura esclareceu que não se trata de um processo judicial contra a usuária do Facebook, mas uma interpelação judicial para que a pessoa que fez o comentário possa apresentar provas da veracidade ou se retratar de que a mensagem não seria verdadeira.
Ainda segundo a assessoria de imprensa da prefeitura, a medida tem cunho educacional, para que as pessoas tenham consciência de quem não se pode realizar qualquer comentário contra uma pessoa, uma empresa ou uma administração pública sem que se apresentem provas sobre a denúncia nas redes sociais.
O comentário, na tarde desta quarta-feira (8), já havia sido removido do Facebook pela autora.