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Equipamento montado com 200 embalagens longa vida e 200 garrafas PET tem capacidade para esquentar água para o banho de quatro pessoas - Divulgação
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Aquecedor ecológico

Projeto ambiental do PR é finalista do Prêmio Volvo

Redação Bonde com AEN
31 dez 1969 às 21:33
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O Projeto do Aquecedor Solar ecológico construído com materiais recicláveis – que desde 2004 vem sendo coordenado pela Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, por meio do Programa Desperdício Zero – foi o único projeto do Brasil escolhido como finalista do Prêmio Volvo Adventure 2009.

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O projeto de montagem do aquecedor em comunidades pobres será apresentado, entre os dias 5 e 9 de junho, em Gotemburgo, na Suíça, pelo Grupo de Escoteiros Guairacá de Foz do Iguaçu. Foram selecionados nove projetos, apenas dois das Américas, sendo um do México e um do Brasil. Ao todo foram 373 projetos inscritos de 56 países. O projeto vencedor levará para casa de U$10 mil.

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O projeto consiste no uso de 200 embalagens longa vida e 200 garrafas PET, para confeccionar um equipamento com capacidade para esquentar água para banho de quatro pessoas.


O Grupo de Escoteiros inscreveu-se para disputar a premiação com o trabalho realizado em 12 oficinas que proporcionaram capacitação de escolas públicas da rede municipal e estadual de ensino e para comunidades carentes. Durante a solenidade de premiação cinco integrantes irão para Suíça, representando o grupo que é composto por 73 pessoas sendo 18 adultos e 65 jovens entre 7 e 21 anos.


A participação dos escoteiros na ação acontece desde 2007, quando a Secretaria do Meio Ambiente promoveu uma oficina para montagem do aquecedor. A partir daí o grupo de escoteiros de Foz ensinou a técnica a outros 4,8 mil escoteiros que integram a União dos Escoteiros do Brasil. O trabalho dos escoteiros de Foz do Iguaçu é coordenado pelo diretor-presidente do grupo, João Repossi Filho, que também é técnico do escritório regional do Instituto Ambiental do Paraná (IAP).

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"Este é um importante reconhecimento a este trabalho que visa a melhoria de vida das comunidades mais carentes. Estamos orgulhosos e muito entusiasmados", comenta o diretor presidente do grupo, João Repossi Filho.


Uma das principais metas do Prêmio é identificar problemas e soluções voltadas à questão ambiental, sendo necessária a inscrição de um grupo de dois a cinco jovens que tenham trabalhado no projeto. Todos os trabalhos finalistas serão publicados e distribuídos em todo mundo e apresentados ao Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente. O objetivo é proporcionar ao maior número de jovens modelos de projetos ambientais que possam ser aplicados em qualquer região do planeta.


Vanguarda


Para o criador do sistema de aquecimento, o catarinense José Alcino Alano, a escolha reafirma que o Paraná está na vanguarda da área ambiental. "O Paraná é referência na preocupação com o meio ambiente e vem ajudando a escrever a história do aquecedor solar. É uma honra tê-lo como parceiro", afirmou. Desde 2004 José Alano recebe apoio da Secretaria na divulgação de seu aquecedor ecologicamente correto, que foi registrado como um ‘projeto-livre’. "É livre porque pode ser reproduzido sem finalidades comerciais, apenas para melhorar o meio ambiente e a qualidade de vida daqueles que precisam", explicou o inventor.


Multiplicadores


De acordo com o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Rasca Rodrigues, o Projeto atingiu o seu objetivo, que é a descentralização das ações de preservação do meio ambiente, com a participação direta da sociedade. "Promovemos mais de mil oficinas em todo o Paraná e desde então, mais de seis mil aquecedores já foram construídos. Mas esse número pode ser muito maior já que não controlamos mais a quantidade. O projeto caminha sozinho e o Estado está cheio de multiplicadores", disse o secretário.


A SEMA colocou em seu portal eletrônico (www.pr.gov.br/meioambiente) o manual para montagem de aquecedor solar com materiais recicláveis e já capacitou para construir o aquecedor solar comunidades indígenas, quilombolas, Rotarys Clubes, detentos, Apaes, agricultores, entre outros.


"Uma energia que não traz impactos ao meio ambiente é limpa. Em segundo lugar, evita que resíduos que podem ser reciclados ou reaproveitados se acumulem nos aterros, diminuindo a vida útil destes depósitos. E ainda quem o utiliza economiza dinheiro, pois seu uso reduz em 35% o valor da conta de luz", detalhou Rasca.


Como funciona


O aquecedor solar construído com materiais recicláveis possui o mesmo sistema dos aquecedores solares produzidos industrialmente, conhecidos tecnicamente de termo-sifão. A diferença está no material utilizado para montar o painel que aquece a água - garrafas PET, embalagens longa vida e alguns metros de canos de PVC. As embalagens recortadas e os canos são pintados de preto para absorver a energia solar e a transformar em calor.


"As garrafas envolvem os canos por onde passa a água e mantém o calor através de efeito estufa. A água sai da caixa d’água em temperatura ambiente, passa lentamente pelo sistema, eleva a sua temperatura e volta para a caixa", explicou José Alano. "Após seis horas, em média, nesse ciclo constante a água pode chegar a uma temperatura de até 38º Celsius no inverno ou 50º no verão", completou o criador do aquecedor solar.


Segundo o coordenador de Resíduos Sólidos da Secretaria, Laerty Dudas, o aquecedor reaproveita resíduos que iriam parar nos aterros sanitários e reduz o consumo de energia elétrica. "Cada embalagem ou garrafa PET demora cerca de 100 anos para se decompor, é um resíduo ambiental que deve ser reutilizado. O reaproveitamento destas embalagens irá contribuir muito na redução do volume de lixo destinado aos aterros, que por sua vez terão sua vida útil ampliada", acrescentou.


Desperdício zero

O Programa Desperdício Zero vem convocando grandes geradores de resíduos, como a Tetra Pak, para incentivar a reciclagem e reutilização de materiais – diminuindo a quantidade de lixo encaminhado aos aterros sanitários e, conseqüentemente, aumentando a vida útil destas áreas. O objetivo é reduzir em 30% do volume de lixo gerado diariamente, que atualmente é de 20 mil toneladas.


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