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Denúncias de agressão

Secretário diz que casos de abuso da PM serão coibidos

Mariana Franco Ramos - Redação Bonde
03 dez 2012 às 12:49

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O secretário de segurança pública do Paraná, Cid Vasques, afirmou na manhã desta segunda-feira (3), durante a cerimônia de adesão da Polícia Militar (PM) à campanha "Conte até 10", em Curitiba, que os casos de abuso policial estão sendo investigados e que os excessos serão coibidos. Segundo ele, os oficiais precisam agir com proporcionalidade entre a ação e a reação nas situações de confronto. Vasques se referia principalmente às últimas denúncias registradas no Estado, como a agressão a uma torcedora do Coritiba e a abordagem realizada no Bairro Alto, também na capital, quando a advogada Andréia Vitor afirmou ter sido vítima de tortura e racismo.

"Existem imagens que são auto-explicativas, outras que explicam, mas que precisam de algum esclarecimento maior. De qualquer forma, os excessos têm de ser coibidos. Fico tranquilo porque a doutrina da Polícia Militar é de fazer polícia cidadã, comprometida com os interesses da comunidade, polícia efetiva e diligente, mas que acima de tudo respeite os direitos do cidadão", disse.


O secretário garantiu que todas as medidas tomadas pela PM até agora têm sido no sentido de reprimir os excessos. "Foi solicitado inclusive o apoio do Ministério Público, para que [as investigações] ocorram com a maior transparência. A Sesp [Secretaria de Estado da Segurança Pública] não tem nada a esconder. Trabalhamos de maneira transparente, divulgamos os dados de crimes, de homicídios, e estamos procurando agora fazer um trabalho mais ágil em termos de administração", afirmou, lembrando que o governo irá incorporar mais 1.220 viaturas ao efetivo das forças de segurança. "Enfim, a tendência é haver uma melhoria significativa de todo quadro".


"Casos isolados" – Para o comandante-geral da PM do Paraná, coronel Roberson Luiz Bondaruk, as denúncias de agressão por parte de policiais representam "casos isolados" e não condizem com a prática adotada no dia a dia da corporação. "Não há uma tendência [de abuso]. Não acreditamos que isso prospere, até porque nós temos aqui milhares de boas atuações acontecendo todos os dias e que exatamente por serem adequadas acabam não sendo divulgadas", relatou.


Ele admitiu, porém, que as situações que aconteceram recentemente são sim preocupantes e precisam da intervenção drástica do comando da PM. "Deve haver uma atuação tanto na parte da repressão, para que [os acusados] sejam adequadamente punidos, mas também na parte humana do policial, para que possamos oferecer à comunidade profissionais mais bem treinados".


Conte até 10 - Desenvolvida nacionalmente pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e pela Estratégia Nacional de Justiça e Segurança Pública (Enasp), a campanha tem como objetivo combater os homicídios cometidos por impulso e aqueles que ocorrem após desentendimentos banais. No Paraná, as ações são coordenadas pelo Ministério Público e incluem palestras de promotores e juízes.

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Estimativa feita a partir de informações das Promotorias de Justiça ligadas à área criminal mostra que aproximadamente 21% dos casos de homicídio no Paraná estão relacionados à motivação banal, conjugada com a embriaguez. Somam-se a esse número, ainda, os crimes praticados em função de violência doméstica (7%) e os passionais (2%).


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