A segunda turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, por unanimidade, devolver para a Justiça Federal do Paraná as oito ações penais referentes à Operação Lava Jato, que estava na suprema corte depois que o ministro Teori Zavascki determinou sua subida a Brasília por conta do foro privilegiado do deputado federal André Vargas, citado nas investigações. Por cinco votos a zero, os ministros da segunda turma concluíram não haver relação entre os processos e o deputado, até agora, apenas citado nas investigações.
Assim, permanecerá no Supremo somente o trecho do inquérito que cita a relação de André Vargas com o doleiro Alberto Youssef, acusado de ser o operador do esquema que teria movimentado R$ 10 bilhões. Vargas é suspeito de intermediar acordo co Ministério da Saúde com empresa de Youssef, mas esse caso não é o alvo da Lava Jato.
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Além disso, a Segunda Turma também validou todos os atos praticados pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara da Justiça Federal, suspensos pela decisão de Zavascki, que também mandou soltar o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa. Agora, com o processo de volta ao Paraná, o Ministério Público Federal pode voltar a pedir a prisão de Costa.