As escalas de trabalho nos hospitais filantrópicos e particulares de Curitiba voltaram ao normal na manhã desta sexta-feira, depois de dois dias de greve dos funcionários do setor. No final da noite de ontem, o sindicato que representa a categoria (Sindesc) voltou atrás e decidiu aceitar a proposta feita pela vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho, desembargadora Ana Carolina Zaina, e encerrar a greve. Desde as 7% de hoje, 100% dos trabalhadores estão cumprindo seu expediente normalmente.
A audiência de conciliação, que começou às 15 horas de ontem, só foi encerrada às 22h30, depois que a desembargadora endureceu com as partes e as convenceu a chegar ao acordo. Com o sindicato pedindo reajuste de 15% nos salários e em outros benefícios e os hospitais oferecendo 6%, a desembargadora apresentou uma proposta de 6,8% de reajuste imediato, mais 1,2% em janeiro de 2015 e reajuste de 10% no piso da categoria. A proposta, inicialmente, foi recusada pelo trabalhadores, que realizaram assembleia durante a audiência, mas, após o alerta da desembargadora, nova assembleia decidiu pela aprovação da proposta, também aceita pelo sindicato patronal.
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"Se não houver acordo, julgarei o dissídio. O julgamento não leva em conta as propostas de acordo, leva em conta a lei. Dificilmente um julgamento tem resultado melhor que um acordo", alertou a desembargadora, o que foi determinante para a decisão dos trabalhadores, que garantiram, ainda no acordo, adicional de insalubridade de R$ 750,00, subindo para R$ 850,00 em 2015 e auxílio-alimentação de R$ 300,00. Os dias parados não serão descontados dos salários, mas terão de ser compensados até abril de 2015.