O Tribunal do Júri de Umuarama, no Noroeste paranaense, representado pela promotora de Justiça Silvia Leme Corrêa, condenou nesta segunda-feira (28) dois réus acusados de homicídio qualificado (por motivo torpe e com emprego de recurso que impossibilitou a defesa da vítima). O mandante do crime recebeu pena de 24 anos e nove meses, enquanto o executor foi condenado a 22 anos.
O crime aconteceu em 2014. Conforme a denúncia feita pelo Ministério Público do Paraná, o mandante passou a planejar a morte da vítima porque ela colaborava com investigações policiais contra o tráfico de drogas. O agora condenado mandou seu próprio primo executar o homicídio. O informante da polícia foi morto num bar, com 15 tiros. Como o assassino estava usando capacete, sua identificação exigiu ampla investigação policial, envolvendo quebra de sigilo telefônico de chamadas e mensagens trocadas entre os réus e com terceiros, além de capturas de postagens que o mandante fez em seu perfil no Facebook. O material comprovou o envolvimento dos réus no homicídio e a coação praticada pelo mandante, durante as investigações, contra duas informantes que prestaram declarações no processo, dentre elas a própria esposa.
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp.Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
Os sentenciados já estavam presos na Penitenciária Estadual de Cruzeiro do Oeste e acompanharam pessoalmente o julgamento.