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Caso Richthofen

Advogado diz que Andreas mentiu para prejudicar irmã

Redação- Bonde
21 jul 2006 às 09:29

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Arquivo/Bonde
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Suzane von Richthofen e os irmãos Daniel e Cristian Cravinhos, réus confessos dos pais da jovem, Marísia e Manfred, em 31de outubro de 2002, já estão no Fórum da Barra Funda para o quinto e, provavelmente, último dia do julgamento.

O casal foi morto enquanto dormiam a golpes de barras de ferro.


O julgamento entra nesta sexta-feira (21) para a fase dos debates entre a Promotoria e a defesa, que deve durar seis horas ( 3 horas para os promotores, uma hora e meia para os advogados de Suzane e mais uma hora e meia para os advogados dos irmãos Cravinhos).


Após isso, acontecerá a réplica que poderá durar até duas horas. Os jurados irão se reunir e a sentença dos três réus deve sair no começo da noite de hoje.


A Promotoria deve pedir 50 anos de prisão aos três réus - este tempo corresponde ao crime de duplo-homicídio --por motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa das vítimas. Deverá haver acréscimos referentes ao crime de fraude processual. Os três respondem por fraude porque alteraram a cena do crime para forjar um latrocínio


O advogado de defesa de Suzane von Richthofen Mauro Otávio Nacif disse que vai tentar mostrar que o irmão da jovem, Andreas, mentiu descaradamente para prejudicar a irmã.


O advogado citou a história da arma que foi encontrada em um urso de pelúcia no quarto de Suzane. De acordo com o depoimento de Fernanda Soel Kitahara, amiga de Suzane, a arma era de Daniel, que a teria dado de presente para Andreas.


O advogado também lembrou da história do bilhete que Andreas escreveu pedindo para que não fosse instaurada a ação de exclusão da parte da irmã na herança. Em depoimento na terça-feira, Andréas disse que foi coagido por Suzane a escrever a carta. ]


Culpa de quem?


Em depoimento prestado na quarta-feira Cristian Cravinhos disse que Suzane o convidou a matar os pais dela em julho de 2002, durante um churrasco. Ao ser questionada por ele porque gostaria de cometer o duplo homicídio Suzane disse que não suportava ter de fazer tudo escondida.


Ela também teria revelado, segundo Cristian, que havia sofrido uma tentativa de estupro por parte do pai quando tinha 13 anos. Suzane ainda teria revelado que o casamento dos seus pais era uma farsa que a mãe era lésbica e o pai tinha uma amante.


Já os advogados de Suzane reforçam a tese da defesa de coação irresistível, em que a jovem cometeu o crime por ser dominada pelo ex-namorado, Daniel.

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Fonte: Terra e Folha Online


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