Liderança no exterior
Os agentes penitenciários manifestaram-se nesta sexta-feira, por escrito, sobre as mudanças no sistema penitenciário anunciadas na última quarta-feira pelo governo do estado. Questionando um a um os pontos anunciados pelo governador Beto Richa e pela secretária de Justiça Maria Tereza Uille Gomes, o Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná diz que "o pacotão penitenciário divulgado pelo Estado não resolve a crise instalada no Sistema Penitenciário do Paraná".
Segundo o sindicato, proibir transferências reivindicadas pelos presos durante rebeliões não vai resolver o problema que desencadeia os motins. "Antes de tomar uma medida desse porte, o governo deve proporcionar segurança para o agente penitenciário trabalhar. A proibição não evitará novas rebeliões. Com isso, o servidor penal continuará trabalhando sem segurança e sendo feito refém. Se o Estado proporcionasse condições de trabalho e, principalmente segurança, tal atitude faria sentido".
Quanto aos celulares, os agentes entendem que a solução não é responsabilizar as operadoras por bloquear o uso nas prisões e sim solucionar o modo como os aparelhos chegam aos presos. Sobrea mudança de secretarias, o sindicato disse defender a criação de uma nova pasta específica para a administração penitenciária e não sua transferência para a Segurança Pública.
Já sobre a mudança de escala, os agentes dizem que na negociação para a aprovação da escala atual foi provado que não se altera em nada o efetivo de agentes penitenciários ou a carga horária atribuída de 40 horas semanais. "Pelo contrário, com a escala sugerida pela Seju, o número de efetivo vai diminuir ainda mais. Além disso, a atual escala desenvolvida pelos servidores possibilitou que os agentes tivessem maior qualidade de vida, o que influenciou diretamente na diminuição da quantidade de afastamentos para tratamento de saúde, comparado ao perídio que os agentes trabalharam na escala 12x36". Para eles, a única saída para o problema de efetivo é a contratação de servidores. "Se o governador vê como solução essa medida, ele está postergando o problema para depois. Qualquer pessoa com um pouco de conhecimento no Sistema Prisional sabe que a mudança da escala vai piorar o trabalho dos agentes, pois hoje somos em 3 equipes que trabalham por escala de revezamento, e com essa medida seremos divididos em 4 equipes".
Segundo o sindicato, proibir transferências reivindicadas pelos presos durante rebeliões não vai resolver o problema que desencadeia os motins. "Antes de tomar uma medida desse porte, o governo deve proporcionar segurança para o agente penitenciário trabalhar. A proibição não evitará novas rebeliões. Com isso, o servidor penal continuará trabalhando sem segurança e sendo feito refém. Se o Estado proporcionasse condições de trabalho e, principalmente segurança, tal atitude faria sentido".
Quanto aos celulares, os agentes entendem que a solução não é responsabilizar as operadoras por bloquear o uso nas prisões e sim solucionar o modo como os aparelhos chegam aos presos. Sobrea mudança de secretarias, o sindicato disse defender a criação de uma nova pasta específica para a administração penitenciária e não sua transferência para a Segurança Pública.
Já sobre a mudança de escala, os agentes dizem que na negociação para a aprovação da escala atual foi provado que não se altera em nada o efetivo de agentes penitenciários ou a carga horária atribuída de 40 horas semanais. "Pelo contrário, com a escala sugerida pela Seju, o número de efetivo vai diminuir ainda mais. Além disso, a atual escala desenvolvida pelos servidores possibilitou que os agentes tivessem maior qualidade de vida, o que influenciou diretamente na diminuição da quantidade de afastamentos para tratamento de saúde, comparado ao perídio que os agentes trabalharam na escala 12x36". Para eles, a única saída para o problema de efetivo é a contratação de servidores. "Se o governador vê como solução essa medida, ele está postergando o problema para depois. Qualquer pessoa com um pouco de conhecimento no Sistema Prisional sabe que a mudança da escala vai piorar o trabalho dos agentes, pois hoje somos em 3 equipes que trabalham por escala de revezamento, e com essa medida seremos divididos em 4 equipes".